Sobre a Indústria Fonográfica e o Guitar Hero
categoria: Marketing | no dia: 19-08-2009
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Quem não sabe, já ouviu falar, que a revolução tecnológica está levando a indústria fonográfica à falência.
O pensamento dos consumidores – leia-se eu e você – cansados de pagar trinta reais em um CD com doze músicas é: Se dá para baixar, para que comprar?
Procurando se reinventar, o mercado fez dos shows sua galinha dos ovos de ouro. Mas fazer shows de bairro nunca deixou nenhuma organizadora de caravanas rica. A indústria precisa de mega-shows com celebridades que lotam estádios, param países e, consequentemente, o trânsito desses lugares.
Porém, todo mundo que já foi em um show grande sabe que é um saco: Fora o trânsito, a muvuca e os assaltos, eu particularmente não gosto do alarde da mídia.
Além disso, por acaso alguém tem visto algum artista com a mesma força de Iron Maden, Elvis Presley, Beatles ou – fica a homenagem – Michael Jackson?
Será que alguém acha que Mcfly, Jonas Brother ou algum grupo dessa nova geração vai realmente fazer tanto sucesso como os citados anteriormente fizeram – e ainda fazem? Muito difícil.
Conclusão: não pode com eles, junte-se a eles.
Nesse meio tempo, apareceu um joguinho de guitarra em que, por meio de uma guitarrinha de brinquedo, qualquer um pode ‘tocar’ as músicas de bandas famosas.
Foi a primeira vez que a (old) indústria musical levantou as mãos para os céus e agradeceu pela revolução tecnológica ser tão rápida.
Esses ‘joguinhos de guitarra’, mais conhecidos como Rock Band, Guitar Hero e afins, têm se mostrado um poderoso meio de alavancar a popularidade das bandas de rock’n roll, que, além de ganhar uma boa grana para ver sua música tocando no console alheio, com a popularidade em alta, fazem mais shows, dão mais entrevistas e, logo, vendem mais CDs – reza a Lenda que depois de lançadas nos games, as músicas têm em média um aumento de vendas de 1.000% no Itunes Store.
Esse mercado já movimenta três bilhões de dólares no mundo. Talvez não seja a solução definitiva para o problema da indústria fonográfica, mas que $3.000.000.000,00 ajuda, ah ajuda.



Não havia pensado assim. E realmente, meu sobrinho de 11 anos está escutando Beast Boys, Van Haley, Guns e a patota toda! Além do interesse repentino de aprender a tocar guitarra.
Um viva à tecnologia!
A moda no negócio da música é reinventar-se.
E um viva a isso: Iipi, ipi, urra!
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