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Zeca Martins – Perguntas de um Jovem Publicitário

categoria: Perguntas de um jovem publicitário |

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zecamartins2Esse post inaugura uma nova seção no blog.

A partir de agora, periodicamente, vou entrevistar profissionais de Comunicação/Marketing e postar essas entrevistas aqui, para a gente aprender um pouco com quem anda fazendo bonito na área.

Esta seção vai se chamar Perguntas de um Jovem Publicitário. Mas vamos ao que interessa:

O Perguntas de um Jovem Publicitário estreia com uma entrevista concedida pelo Zeca Martins, redator publicitário há mais de 30 anos, que, durante este tempo, trabalhou com todo o tipo de cliente e agência, criou diversos anúncios memoráveis e escreveu alguns dos principais livros acadêmicos sobre Publicidade, inclusive Redação Publicitária: a Prática na Prática, o primeiro livro que eu li sobre o assunto e que influenciou diretamente na escolha pela minha atual função: Redator Publicitário.

Espero que gostem.


1 – Zeca, como você iniciou sua trajetória profissional? Conte-nos um pouco de sua história.

Comecei aos 15 anos de idade, por puro acidente: fui trabalhar num estúdio de fotografia, levado por um amigo. Um dia, perdemos o emprego porque comemos o peru da foto (era para um outdoor de Natal; se não me engano, o cliente era a Sadia), antes das fotos definitivas ficarem prontas. Depois, fui para um estúdio de áudio, saí da publicidade e fui trabalhar na aviação (vendedor de passagens da Varig), conheci meio mundo, fui pro marketing de uma importante confecção, fui para o marketing de um grande jornal, para a house-agency de uma grande editora, para coordenar e gerenciar a publicidade de uma indústria multinacional de máquinas agrícolas, fui frila e sócio de agência por oito anos em Curitiba, voltei pra São Paulo, trabalhei em agência, fui frila de novo, trabalhei em agência outra vez, enchi o saco de agência, atendi a conta publicitária de duas grandes editoras de livros vi que trabalhar com livros é uma delícia, montei uma pequena editora, saí da sociedade e montei uma outra editora, bem pequena, que me faz feliz. Durante todo esse tempo, criei e participei de milhares de anúncios, nem imagino quantos.


2 – Você é considerado, hoje, um dos mais bem-sucedidos redatores publicitários do país. Quais fatores você acredita que te levaram ao sucesso?

Agradeço o elogio, mas não sei se sou um dos mais bem sucedidos redatores. O que sei é que meu livro de redação publicitária, ao que tudo indica, é o que vende mais. J

Se fiz algum sucesso com meus livros – e com anúncios, em 30 anos de carreira – tudo se deveu a puro e simples esforço. Não sou um gênio nem tenho um titio que seja grande anunciante. Apenas trabalhei bastante, sem medo de cara feia nem de excesso de trabalho, sempre acreditando que poderia fazer trabalhos cada vez melhores. Só isso. E não é que funcionou? :)


3 – Quais atributos você considera essenciais em um redator publicitário?

Vontade, talento, esforço e, sobretudo, amor pela informação.


4 – Quais são seus livros, filmes e músicos favoritos?

Livro: Dom Quixote, e tudo do Carlos Drummond de Andrade e do Manuel Bandeira. Filme: Singing in the rain. Músicos: Quinteto Armorial e Raphael Rabello.


5 – Quando a inspiração não vem, o que fazer?

Em publicidade não existe inspiração coisa nenhuma. Existe é domínio da técnica e trabalho duro.


6 – Você costuma ler blogs? Se sim, quais?

Não tenho nenhum blog favorito. Mas costumo dar uma passada de olhos em alguns blogs jornalísticos, de literatura e de besteirol, principalmente este últimos, porque são os mais sérios.


7 – Você está para lançar um livro com artigos originalmente publicados em seu blog. Conte-nos um pouco sobre este projeto.

Não é nada de espantoso. Apenas reuni os melhores posts que publiquei em dois blogs, ao longo de uns três anos. O critério para escolha foi: esta informação presta algum serviço ao leitor? É um livro que você pode ler a partir de qualquer página; excelente companhia para levar ao banheiro.


8 – Como os redatores devem preparar-se para trabalhar com as novas mídias?

Rezando fervorosamente na igreja mais próxima! :) Falando sério, mais do que nunca os redatores terão de se antenar. Estamos no início da era da informação, e quem desprezar a informação será impiedosamente esmagado por ela. Nas novas mídias não tem gracinha, não tem sacadinha: tem conteúdo em primeiro lugar. Do it or die.


9 – O que você acha dos cursos de comunicação e propaganda oferecidos no país? Quais são os prós e contras?

Minhas críticas aos cursos de comunicação são profundas, mas não as faço às faculdades (embora haja desníveis muito grandes entre elas); faço ao MEC, que não exige um curriculum básico coerente nem atualizado, e concede autorização de cursos em regiões cujo mercado de trabalho tem uma capacidade duvidosa de absorção da mão-de-obra da rapaziada que se forma. Mas acredito que o interessado em trabalhar na publicidade deve cursar uma faculdade – a melhor ao seu alcance – porque, lá, não apenas ele recolherá um bom volume de informação como, principalmente, iniciará a construir a rede de relacionamentos que garantirá boa parte de suas oportunidades futuras de trabalho.


10 – Alguns de seus livros influenciaram consideravelmente a nova geração de publicitários em geral e de redatores em particular. Você gostaria de deixar alguma dica para estes novos profissionais que veem em você inspiração para a carreira?

Trabalhem com seriedade. Façam com paixão. Estudem muito ao longo de toda a vida. Mantenham o astral lá em cima, porque vão precisar disso. Se puderem, contribuam com os colegas e com os interesses da sua classe profissional. Não tenham medo de expor suas idéias, por mais estranhas que possam parecer. Mantenham o sonho vivo.

Sobre Veteranos, Baby Boomers, a Geração X, Y e (por que não?) Z

categoria: Marketing |

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geraçõesSemana passada, eu li na HSM Management – uma das melhores revistas em circulação no Brasil, mas que custa a bagatela de R$45,00 – um dossiê sobre o conflito entre as quatro gerações presentes no atual mundo corporativo.

A revista entrevistou alguns especialistas da área e publicou ótimos artigos sobre os problemas dos quatro grupos de pessoas que atualmente trabalham juntos nos escritórios deste mundão de #meuldeus.

Só para dar nome aos bois, ou aos grupos, vamos definir quem é quem de forma aleatória, em homenagem ao excelente filme 21 gramas, que eu vi estes dias e recomendo efusivamente.

Baby Boomers – Os nascidos logo após a segunda guerra. Criadores da globalização, da política econômica mundial vigente, da Previdência Social etc.. Hoje, mais conhecidos como os culpados pela criseembora isto não seja totalmente verdade.

Geração Y – É nós, mano. Quem nasceu da segunda parte da década de 80 para lá. Uma galera que adora feedback, sonha em conciliar lazer e trabalho e é muito, muito mesmo, ligada às novas mídias. Ponto fraco: iskreve mau bagarai.

Veteranos – Senhores que participaram da segunda guerra, não necessariamente ativamente, mas que estavam vivos naquela época; o Silvio Santos, só para citar um exemplo conhecido. São bons em tomar decisões sobre pressão, mas não estão acostumados com tanto contato físico. Ponto fraco: são velhos.

Geração X – Provavelmente seu chefe, se você trabalha em uma empresa cool. Provavelmente seu gerente, se sua empresa não é tão cool assim. Ponto fraco: São muito consumistas e pouco idealistas.

Quatro gerações, com criação e cultura tão diferentes, obviamente, possuem grandes problemas de relacionamento. E a HSM dissertou sobre isto lindamente, com depoimentos que me ensinaram bastante, além de considerações relevantes para todos nós, “corporativos”.

Porém, como bom representante da Geração Y, tenho que dizer algo: houve um problema neste dossiê.

E a nova geração, nascida do fim da década de 80 para cá, que trabalha brincando, criando jogos em flash, sites na internet e, muitas vezes, agindo com o simples intuito de aparecer (muitas outras até sem este intuito), como fica?

Fala-se muito em revolução tecnológica. Mas, para mim, revolução tecnológica mesmo é quando um menino de 12 anos, ao invés de brincar de pipa com seus amigos, mantém um blog onde fala sobre programação em C++, dentre outras coisas – como é o caso do Matheus, irmão de um capitalista amigo meu.

Revolução tecnológica é quando dois adolescentes, em vez de fazerem coisas de adolescentes – vocês sabem… – criam uma rede social bonita, funcional e com público alvo bem definido – como é o caso do Alisson e da Thais, CEOs da filmow.

A HSM estava enganada: Na verdade, não são apenas quatro as gerações conflituosas. São cinco, ou até mais – já que eu arredondei as datas de nascimentos das pessoas destes grupos.

Àqueles que se tornam líderes bem sucedidos são os que mantêm-se informados, no propósito de antever tendências e posicionar-se com firmeza no mercado, independente de qual ele seja.

Portanto, é bom estar ligado nas gerações que habitam o novo mundo dos negócios, afinal, se hoje é difícil nos mantermos no mercado de trabalho, imagine daqui a alguns anos, quando estes novos profissionais tiverem um pouco mais de experiência profissional e, principalmente, de vida.

Ficar atento às gerações que já estão consolidadas é essencial, mas observar a nova geração que nasce cheia de talento e imaginação é aquilo que diferencia um profissional bom, de um excepcional.


Geração Y, para o alto e avante! \o/

Filmow | A rede social dos cinéfilos

categoria: Cultura pop |

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Visitando o site de um ótimo escritor de MicroContos, acabei em outro blog com um post sobre uma nova rede social, a Filmow.

A Filmow está para filmes como a Skoob está para livros.

filmow

Em suma, a Filmow é uma rede social para amantes da sétima arte.

Nela, você pode dizer os filmes que já viu, quer ver ou jamais verá; fazer comentários e resenhas sobre eles; e, ao mesmo tempo, interagir com outras pessoas no melhor estilo Orkut.

O layout do site é agradável, o sistema parece não ter erros e, o mais incrível, tudo foi feito por duas pessoas – brasileiras – de, pasmem, 19 e 17 anos.

Bem como a Skoob, o cadastro não vai te custar mais que dois minutos. Porém, provavelmente, você vai gastar mais tempo lá, afinal, é provável que você veja mais filmes do que lê livros, logo, tenha mais assunto nesta área.

Eu ainda não tive muito tempo para fuçar, mas a filmow parece legal. Pelo menos a ideia é interessante e, só por ter sido feita por representantes desta nova geração, que eu não sei nem como designar – Y? X? Z? -, vale a pena dar uma olhada.

#ficadica

Como aumentar a arrecadação de um mendigo?

categoria: Propaganda |

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Tendo como briefing a pergunta que intitula nosso post, os criativos Bob Ferraz e Marcelo Melo, da Fisher Portugal, idealizaram uma ação de guerrilha para o Sr. Felix, um pedinte português, e gravaram tudo.

O resultado está no “case” abaixo, que, aliás, foi inscrito no festival de Cannes.

Aí você para e pensa: Por que eu não pensei nisto antes?

Imagem de Amostra do You Tube

Gênio.

via

TV Cinema 21:9 | Philips | Making of

categoria: Propaganda |

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dois posts atrás, eu falei sobre o vídeo genial criado pela Stink Digital para anunciar o televisor Cinema 21:9, da Philips. Contudo, ficou a dúvida; como será que eles fizeram aquela obra prima?

Pois a resposta está no vídeo abaixo.

Confira o Making Of de um dos filmes publicitários mais legais dos últimos tempos, em minha opinião.

Imagem de Amostra do You Tube


VIVA a MATA | F/Nazca S&S | SOS Mata Atlântica

categoria: Propaganda |

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Confira o belíssimo site criado pela F/Nazca S&S para divulgar o evento VIVA a MATA da SOS Mata Atlântica, que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de maio no parque Ibirapuera.

xixi

Agora a pergunta que não quer calar, você faz xixi no banho?

Dell | Wunderman

categoria: Propaganda |

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Para fazer a Dell passar muita vergonha, mas muita mesmo, a Wunderman criou o seguinte filme, parodiando simplesmente uma das piores músicas de todos os tempos, O créu.

Repita comigo: VERGONHA ALHEIA.

Imagem de Amostra do You Tube

TV Cinema 21:9 | Philips | Stink Digital

categoria: Propaganda |

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Criação da Stink Digital para anunciar a nova TV, Cinema 21:9, da Philips. Lindo!

Imagem de Amostra do You Tube

Anúncio racista | Obama | Duet

categoria: Propaganda |

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Com vocês, a polêmica publicitária da semana: Um cartaz para anunciar um picolé sabor chocolate com baunilha.

obama-p

Com a chamada, “O sabor da semana – Preto e Branco” e uma ilustração com ênfase no contraste entre o Obama e a Casa Branca, a propaganda conquistou o ódio de muita gente, que aponta tanto a agência russa – coincidência? -, Voskhod, quanto o anunciante, Duet, como racistas.


Eu posso ser muito liberal, mas não achei nada demais. Vamos ver se alguém se pronuncia.

Não acreditamos em propaganda | Abelha Rainha Comunicação

categoria: Propaganda |

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Lembra daquele site Não Acreditamos em Propaganda que eu falei há um tempo?

Era realmente ação viral de uma Agência. Que deu certo, por sinal.

abelha-rainha

Congratulations à Abelha Rainha, que, falando de conteúdo relevante e comunicação real, acabou viralizando seu lançamento. Começaram bem. Espero que façam mais coisas legais para continuarmos falando deles por aqui.