Essa manhã o sol não apareceu. Eu olhei para o céu e ele não estava lá. Talvez as nuvens o tenham escondido. Talvez o vento tenha-o levado pra longe. Eu não posso vê-lo. Eu não sei onde ele está. Mas ainda assim o dia está claro.
Às vezes a chuva cai. E me deixa preso em casa. Às vezes, o vento sopra forte. E eu tenho que segurar em alguém. Às vezes, uma árvore cai. E ela não tem em quem segurar.
O inverno parece mais longo que o verão. O outono e a primavera são um copo meio cheio /meio vazio. E eu corro pra casa. E eu tento não pensar em nada. Mas sou um morador de rua. E o frio e a solidão são meus amigos imaginários. Meus amigos reais estão longe. Talvez em casa. Talvez, sozinhos.
Mas quando a hipotermia parece ser inevitável o sol nasce radiante. A TV fala que a temperatura é baixa. Mas o termômetro do meu coração diz o contrário.
E eu planto uma árvore. E meus inimigos imaginários somem. Meus companheiros não estão mais sozinhos. Eu estou com eles. O dia mau passa. E eu aproveito cada segundo de calor. Pois sei que no tempo determinado o inverno vai voltar. Mas ainda assim o dia vai estar claro.
ilustra do amigo de fé, irmão e camarada @szilag.



“O outono e a primavera são um copo meio cheio /meio vazio.”
Perfeito!
Fala Felipe.
Muito obrigado.
Abração
Ah, o inverno.
Tantos odeiam
Mas é onde mais se ama.
Belo texto
Abrás!
Que bonito, um homem apaixonado. =)
Obrigado.