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Marketing | Fernando Luz - Part 2
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  • Os Smurfs: Mais voltado para crianças do que pra marmanjos saudosistas. Ótimos efeitos e uma narrativa que mantém o pique até o final. [7.0]

Dez livros grátis

| Posted in Cultura pop, Marketing |

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Se tem gente que, de graça, aceita até injeção na testa, imagine o que eles fariam com isso.

Dez ótimos livros escritos em português, para você entender melhor àquela revolução que a internet está causando na comunicação e no marketing.

1 – Tudo o que você precisa saber sobre Twitter
2 – Onipresente
3 – Cultura Livre
4 – Redes Sociais na Internet
5 – Guia da Gestão da Reputação Online
6 – Marketing 1 to 1
7 – Para entender a Internet
8 – Branding: o manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas
9 – Grandes Marcas, Grandes Negócios
10 – O Marketing depois de amanhã

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De casa nova

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Como você pode perceber, estamos de endereço e layout novo.

Assine o RSS e acompanhe o conteúdo aqui publicado.

Continuarei postando artigos, entrevistas, links, matérias e etecéteras sobre tudo de interessante para publicitários e criativos de todas as áreas. Além disso, em breve teremos novas seções, e as atualizações serão cada vez mais constantes.

Precisando falar comigo, entre em contato.

Estamos em um endereço novo, mas o conteúdo continua o mesmo.

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Sobre o twitter, a evolução e a democratização da mídia

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mundo digitalSe você está nessa página é praticamente impossível que desconheça o twitter. Entretanto, se não sabe o que é, vou explicar em pouco mais de 140 caracteres: O twitter é uma rede social em que você lê textos de 140 caracteres escritos por pessoas que considera legais e posta o que quiser para pessoas que te acham relevante lerem.

E blog é isso que você está lendo. Ponto.

Quando inventaram o rádio, falaram que o jornal impresso ia quebrar. Quando criaram a televisão, disseram que o rádio estava acabado. E assim foi, até que a última moda é falar que o twitter vai acabar com os blogs.

Contudo, a grande verdade é que o jornal não acabou, nem o rádio e muito menos os blogs, tudo por que: uma nova mídia não substitui a outra; ela encontra seu espaço.

O twitter é apenas a evolução do último estágio de inovação da mídia: os blogs.

Calma que eu te explico.

Todo mundo que têm blog sabe: o mais difícil não é escrever e postar; o mais complicado é saber sobre o quê escrever.

Por exemplo, sexta passada eu vi uma re-edição do filme O Iluminado, em que só mudando a trilha, a iluminação e colocando uma nova locução, o conhecido filme de terror se tornou uma simpática comédinha romântica.

Esse blog é voltado para comunicação e marketing, e eu poderia ter postado o filme, pois enfatizaria o poder de uma edição bem feita. E isso pode ser usado, também, em filmes publicitários.

Mas eu não postei. Quer dizer, postei, só que no twitter.

Entendeu?

Não faz sentido publicar algo com uma só linha aqui, se agora temos uma nova plataforma criada justamente para isso.

O novo (e óbvio) padrão de publicação para geradores de conteúdo para internet deverá ser o seguinte: Se der para escrever em 140 caracteres, vai para o twitter. Se não der, ou precisar de um comentário mais profundo, vem para o blog.

Como você pode imaginar, eu já adotei esse sistema e tenho publicado, no twitter, links para peças e artigos interessantes sobre comunicação e marketing que encontro por aí. Enquanto, aqui, posto textos um pouco mais aprofundados sobre esses temas e entrevistas com profissionais da área.

Isso porque, esse sistema colocará fim em postagens como essa. Não só aqui, mas em todos os blogs que somente colocam um filme, link etc. falam que é legal e revelam quem produziu.

Muito bem! Então, surge a pergunta que não quer calar, nunca: Mas como esse novo modelo de negócios vai se sustentar?

Eu, sinceramente, não tenho a resposta. E acredito que ninguém ainda a tenha. Mas nessa entrevista, um dos gênios do nosso século, Chris Anderson, sugere que talvez o caminho que a mídia está tomando simplesmente não se sustente. Logo, geração de conteúdo pode se tornar apenas um hobby.

Porém, eu não acho ruim se, por exemplo, a cada 30 postagens de perfis relevantes, um twitt seja patrocinado por alguma empresa. Acho, sim, que ainda é cedo para isso. Mas, talvez, o futuro mostre que patrocinar o twitter de pessoas relevantes seja diretamente proporcional a fazer um vídeo e veiculá-lo em horário nobre com a mesma pessoa dizendo como é bom usar determinado produto.

Tudo isso tem muito a ver com uma recente afirmação de Saramago: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De grau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”.

Embora respeite e admire muito o trabalho desse, que é outro gênio de nosso século, acredito piamente que não estamos simplesmente voltando ao grunhido. Antes, estamos evoluindo para uma era com menos redundância e mais objetividade.

Darwin costumava dizer que quem sobrevive não é o mais forte, mas o que se adapta mais rápido. Portanto, não adianta reclamar. Há espaço para escritores que queiram publicar livros. Há espaço para jornalistas que queiram continuar informando e dando seu ponto de vista. E, agora, também há espaço para pessoas comuns que queiram passar adiante algo que viram, ou publicar uma pequena história, que não tenha apenas 140 caracteres, mas, muita, criatividade.

Qualquer que seja a mídia, o importante não é o formato, mas a qualidade. Desde que seja feito com excelência, há espaço para todo mundo, em todas as mídias.

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Sobre redes sociais corporativas, blogs corporativos e reputação de marca

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post20080320Pessoas gostam de conversar. Apresente duas pessoas com algo em comum, coloque-as em um lugar bacana e as deixe lá. Você vai ver uma infinidade de possibilidades que podem acontecer.

O que você fez? Cedeu o lugar. O que acham de você? Um cara legal. O que você ganha com isso? Outra infinidade de possibilidades.

O Cris Dias chama isso de whuffie, eu gosto de chamar de reputação. E se reputação já vale muito para uma pessoa, para uma empresa, a reputação de marca vale muito mais do que muito por cento em vendas, viu?! (sim, merece até ponto de exclamação)

Logo quando eu comecei a faculdade, lembro que a professora Juliana Chacon falou um pouco sobre o amor que um pré-adolescente sente por uma marca quando vai em um evento como a Coca Cola Vibezone e dá seu primeiro beijo num estande chamado ‘beijódromo’.

Realmente, isso vale ouro. Mas aí eu olho em volta e penso: Onde mais as pessoas podem interagir em um lugar bacana?

Isso mesmo, aqui, na internet!

Eu sei que já existem um milhão de redes sociais, sites lindos feitos em flash, blogs corporativos com bons conteúdos e afins, mas sou contra a máxima que diz: entre no já existente, ao invés de criar um novo. É claro que, no mínimo, qualquer marca decente deve estar nas redes sociais mais comuns para interagir com quem está lá, entretanto, eu sonho com o dia em que as empresas, ao invés de queimarem tanto dinheiro com meios de comunicação que não representam resultado nenhum, vão criar plataformas inteiras e disponibilizar gratuitamente para as pessoas interagirem por meio delas.

Aí você vem e me fala, mas pô Fernando, mais uma rede social? Já têm tantas! Para quê isso?

E eu te respondo com uma historinha:

Alberto acorda, reza o pai nosso, toma café com os pais, vai para a faculdade de ciências da computação, almoça em um restaurante vegetariano, vai para a imobiliária de sua família onde ajuda no financeiro, vai para a academia, passa em casa e posta algo em seu blog, vai à escola de inglês, de lá, vai para o ensaio do trio de jazz em que é baterista, na volta, passa na faculdade de sua namorada para buscá-la, fica um pouco com ela e vai novamente para casa, liga o computador, modera uns comentários, responde uns e-mails, sobe umas fotos e, finalmente, vai dormir. Claro, o dia inteiro ouvindo música e falando com seus amigos, seja pelo telefone, MSN, skype, twitter whatever.

Aberto é uma pessoa normal. Ou melhor, é um monte de pessoas normais. Ou seja, ele faz diversas coisas, se interessa por diversos assuntos, consome várias marcas e, o mais importante, é baseado em fatos reais.

Se ligou na oportunidade?

Ainda existem diversos nichos para serem explorados pelas empresas nas mídias sociais.

Já pensou como os Vegs iam gostar de entrar em uma rede social só para Vegetarianos? Ou, os músicos, em uma só com foco em músicos de Jazz amadores? Não ia ser legal um blog atualizado diariamente com exclusivas vídeo-aulas de bateria de três minutos por alguns dos melhores bateristas de jazz? Agora, o mais legal de tudo, e se tudo isso fosse patrocinado por marcas? Já pensou que ótimo, para ambos os lados?

Ainda é tudo muito novo, eu sei, mas existe tanta coisa do mundo off que pode vir para o on-line… Cabe às marcas abrirem os olhos para essas oportunidades que, além de aumentar sua reputação, no fim das contas acabam aumentando também àquela porcentagem nas vendas que os diretores tanto gostam. E, no fundo, é isso que importa.

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Sobre a Indústria Fonográfica e o Guitar Hero

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music_money

Quem não sabe, já ouviu falar, que a revolução tecnológica está levando a indústria fonográfica à falência.

O pensamento dos consumidores – leia-se eu e você – cansados de pagar trinta reais em um CD com doze músicas é: Se dá para baixar, para que comprar?

Procurando se reinventar, o mercado fez dos shows sua galinha dos ovos de ouro. Mas fazer shows de bairro nunca deixou nenhuma organizadora de caravanas rica. A indústria precisa de mega-shows com celebridades que lotam estádios, param países e, consequentemente, o trânsito desses lugares.

Porém, todo mundo que já foi em um show grande sabe que é um saco: Fora o trânsito, a muvuca e os assaltos, eu particularmente não gosto do alarde da mídia.

Além disso, por acaso alguém tem visto algum artista com a mesma força de Iron Maden, Elvis Presley, Beatles ou – fica a homenagem – Michael Jackson?

Será que alguém acha que Mcfly, Jonas Brother ou algum grupo dessa nova geração vai realmente fazer tanto sucesso como os citados anteriormente fizeram – e ainda fazem? Muito difícil.

Conclusão: não pode com eles, junte-se a eles.

Nesse meio tempo, apareceu um joguinho de guitarra em que, por meio de uma guitarrinha de brinquedo, qualquer um pode ‘tocar’ as músicas de bandas famosas.

Foi a primeira vez que a (old) indústria musical levantou as mãos para os céus e agradeceu pela revolução tecnológica ser tão rápida.

Esses ‘joguinhos de guitarra’, mais conhecidos como Rock Band, Guitar Hero e afins, têm se mostrado um poderoso meio de alavancar a popularidade das bandas de rock’n roll, que, além de ganhar uma boa grana para ver sua música tocando no console alheio, com a  popularidade em alta, fazem mais shows, dão mais entrevistas e, logo, vendem mais CDs – reza a Lenda que depois de lançadas nos games, as músicas têm em média um aumento de vendas de 1.000% no Itunes Store.

Esse mercado já movimenta três bilhões de dólares no mundo. Talvez não seja a solução definitiva para o problema da indústria fonográfica, mas que $3.000.000.000,00 ajuda, ah ajuda.

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Marketing Viral | Causa ou Efeito?

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viral-marketingHá algum tempo, fui na Jump Academy aprender sobre Marketing Viral. Os professores eram excelentes, mas a matéria é tão simples que não ajudou muito. Basicamente, o que todos diziam com ênfase é que viral não é causa, é efeito. Ou seja, não se faz um viral, se faz algo tão bom que tem potencial para se espalhar por aí e, portanto, viralizar.

Tão simples que poderia ser ensinado em um micropost.

Pensando nisso, semana passada postei no twitter um #microcurso sobre como fazer um viral: (1) Crie algo excelente; 2) Publique, que vai pegar; 2) Pegou? Parabéns. Não pegou? Volte à etapa um.)

É claro que o post foi irônico. Eu não acho viral uma bobagem. Pelo contrário. Criar algo que desperte o interesse das pessoas a passarem adiante, de tal maneira que não haja um interneteiro que nunca tenha ouvido falar sobre, é um feito extremamente considerável.

Tanto, que uma galera enorme twittou durante essa semana que têm três vontades na vida: Plantar uma árvore, ter um filho e fazer um viral.

Existem vários blogs que falam exclusivamente sobre viral, agências que trabalham especificamente nessa área, além, é claro, de uma imensa lista de ações que “viralizaram”.

Vou resumir indicando o blog simviral, o site “Você deveria ter visto” e o meu e-mail (ftsl@ig.com.br) caso queira saber mais sobre o assunto.

Por enquanto, o que criei e chegou mais perto de viralizar foi o perfil do twitter @microrresenhas, onde, juntamente com meu amigo e designer Bill Szilagyi, publico pequenas resenhas sobre os filmes que vemos. O perfil tem um pouco mais de três meses e quase 900 seguidores, com uma média de 10 novos por dia. Não é assim um “Tapa na Pantera”, mas estamos chegando lá.

Sempre à procura da idéia perfeita, para o viral perfeito.

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Sobre Veteranos, Baby Boomers, a Geração X, Y e (por que não?) Z

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geraçõesSemana passada, eu li na HSM Management – uma das melhores revistas em circulação no Brasil, mas que custa a bagatela de R$45,00 – um dossiê sobre o conflito entre as quatro gerações presentes no atual mundo corporativo.

A revista entrevistou alguns especialistas da área e publicou ótimos artigos sobre os problemas dos quatro grupos de pessoas que atualmente trabalham juntos nos escritórios deste mundão de #meuldeus.

Só para dar nome aos bois, ou aos grupos, vamos definir quem é quem de forma aleatória, em homenagem ao excelente filme 21 gramas, que eu vi estes dias e recomendo efusivamente.

Baby Boomers – Os nascidos logo após a segunda guerra. Criadores da globalização, da política econômica mundial vigente, da Previdência Social etc.. Hoje, mais conhecidos como os culpados pela criseembora isto não seja totalmente verdade.

Geração Y – É nós, mano. Quem nasceu da segunda parte da década de 80 para lá. Uma galera que adora feedback, sonha em conciliar lazer e trabalho e é muito, muito mesmo, ligada às novas mídias. Ponto fraco: iskreve mau bagarai.

Veteranos – Senhores que participaram da segunda guerra, não necessariamente ativamente, mas que estavam vivos naquela época; o Silvio Santos, só para citar um exemplo conhecido. São bons em tomar decisões sobre pressão, mas não estão acostumados com tanto contato físico. Ponto fraco: são velhos.

Geração X – Provavelmente seu chefe, se você trabalha em uma empresa cool. Provavelmente seu gerente, se sua empresa não é tão cool assim. Ponto fraco: São muito consumistas e pouco idealistas.

Quatro gerações, com criação e cultura tão diferentes, obviamente, possuem grandes problemas de relacionamento. E a HSM dissertou sobre isto lindamente, com depoimentos que me ensinaram bastante, além de considerações relevantes para todos nós, “corporativos”.

Porém, como bom representante da Geração Y, tenho que dizer algo: houve um problema neste dossiê.

E a nova geração, nascida do fim da década de 80 para cá, que trabalha brincando, criando jogos em flash, sites na internet e, muitas vezes, agindo com o simples intuito de aparecer (muitas outras até sem este intuito), como fica?

Fala-se muito em revolução tecnológica. Mas, para mim, revolução tecnológica mesmo é quando um menino de 12 anos, ao invés de brincar de pipa com seus amigos, mantém um blog onde fala sobre programação em C++, dentre outras coisas – como é o caso do Matheus, irmão de um capitalista amigo meu.

Revolução tecnológica é quando dois adolescentes, em vez de fazerem coisas de adolescentes – vocês sabem… – criam uma rede social bonita, funcional e com público alvo bem definido – como é o caso do Alisson e da Thais, CEOs da filmow.

A HSM estava enganada: Na verdade, não são apenas quatro as gerações conflituosas. São cinco, ou até mais – já que eu arredondei as datas de nascimentos das pessoas destes grupos.

Àqueles que se tornam líderes bem sucedidos são os que mantêm-se informados, no propósito de antever tendências e posicionar-se com firmeza no mercado, independente de qual ele seja.

Portanto, é bom estar ligado nas gerações que habitam o novo mundo dos negócios, afinal, se hoje é difícil nos mantermos no mercado de trabalho, imagine daqui a alguns anos, quando estes novos profissionais tiverem um pouco mais de experiência profissional e, principalmente, de vida.

Ficar atento às gerações que já estão consolidadas é essencial, mas observar a nova geração que nasce cheia de talento e imaginação é aquilo que diferencia um profissional bom, de um excepcional.


Geração Y, para o alto e avante! \o/

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A dieta da banana, os formadores de opinião e meu novo tênis velho

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banana-suicida_1Este fim de semana, minha sogra e sua irmã começaram a fazer uma dieta milagrosa. É tudo muito simples, basta comer uma banana pela manhã e ficar à vontade para deliciar-se com o que bem entender durante o dia. A promessa é de que, nos casos mais extremos, se perca um quilo diariamente. Fácil, né?

Você, astuto leitor, já deve estar imaginando que somente duas senhoras de meia idade poderiam cair neste conto da carochinha. Pois saiba que você está – tal qual este que vos escreve estava – redondamente enganado. Milhares de pessoas no mundo inteiro estão seguindo esta dieta e esperando os efeitos milagrosos da tal dieta da banana. A ponto de a fruta tropical ter se tornado alimento de luxo no Japão, país onde a moda iniciou-se.

Tudo começou com uma cantora de ópera que afirmou, em rede nacional Japonesa, que tinha emagrecido sete quilos na última semana sem muito sacrifício, graças à dieta criada há pouco por uma farmacêutica e seu marido.

Não tardou para que o casal escrevesse um livro que foi um verdadeiro sucesso de vendas e tornou a dieta mais popular que nota de um real, não somente em terra nipônicas, mas em todo o mundo, sendo acatada, inclusive, por atores e cantores famosos em terras ocidentais.

Daí a chegar ao ouvido de uma amiga da amiga da irmã da minha sogra: um pulo.

Conclusão: Graças à lei da oferta e da procura, o preço da banana subiu 200%, no Japão.

Quando eu era adolescente, sonhava como adolescente e agia como adolescente. Agora que sou jovem, continuo tentando realizar meus sonhos de adolescente. Entre eles, comprar todos os tênis de Skate que meus ídolos da época usavam – embora eu não ande mais de skate.

Nunca tive um tênis que durasse mais que seis meses. Explico, quando gosto de uma coisa, a uso em demasia, o que acarreta alguns problemas na durabilidade do produto. Em outras palavras, sou desleixado. Tendo em vista meu relaxo, não costumo reclamar da qualidade dos produtos que compro. Porém tudo tem limite.

Há cerca de um mês eu comprei um tênis, que uso mais ou menos três vezes por semana, sendo que fui para a academia com ele umas quatro ou cinco vezes. Só. Como já disse, não ando mais de skate, logo, não faço nada que possa deteriorar tão rapidamente um sapato. Porém, acredite, o tênis está acabado.

O que estas histórias têm em comum? Os formadores de opinião.

Pois sim. Ambos, minha sogra e eu, fomos influenciados por um modelo ao qual queríamos nos assemelhar, por mais que seja difícil admitir. E os dois deram com os burros n’água.

Os tão famosos formadores de opinião – leia-se artistas, atores, vizinha-rica, jornalistas ou o cara mais popular da faculdade – fazem um grande bem à marca ao recomendá-la, usarem-na ou, simplesmente mentir, dizendo que a usam. Eles fazem com que nós experimentemos os produtos. O que já é meio caminho andado, desde que o produto realmente seja aquilo que ele disse que era.

Agora se o produto não for tudo aquilo: FAIL.

Conquistar o cliente é muito importante, mas o que faz uma marca, de verdade, é a fidelização. E para fidelizar o peão, propaganda não é suficiente. O produto precisa ser, realmente, bom.

David Ogilvy, disse certa vez que o que você diz é sempre mais importante do que como você diz. Entende a importância do conteúdo, seja de um tênis, uma fruta, um site ou uma campanha?

Marketiamente falando, vivemos em tempos de relacionamento com o consumidor. Tempos em que as propagandas de milhões por segundos são para anunciar um hot-site da campanha. Em época de crise, cada centavo é ainda mais valioso. Se pudesse dar um conselho para os anunciantes diria: Gaste milhões com formadores de opinião, sim, porém, tenha certeza que seu produto é realmente sensacional.

Agora, como publicitário, penso que se for para gastar com banners, breaks, compras de mídia e afins, que seja com um propósito: Chamar o consumidor para uma conversa. Mas uma boa conversa. Bom conteúdo, bons diálogos. Para que ele volte sempre. Afinal, se não podemos mexer no produto. Podemos, pelo menos, mexer nas campanhas.

Precisamos vender os produtos com verdade. Até porque se minha sogra não emagrecer, meu consumidor achar meu site bonitinho, mas bobinho e meus próximos tênis dessa marca não durarem mais, sabe o que vai acontecer?

Tudo vai acabar a preço de banana. O antigo.

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O que eu tenho a ver com a crise?

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crise1

Há algum tempo, eu falei um pouco sobre Crise Subprime no meu outro blog. Mas como o assunto está cada dia mais atual e eu ainda não comentei nada, sobre isto, aqui, quero abrir um parêntese para conversar com você, amigo leitor, sobre esta chamada depressão econômica que tem afligido alguns de nós.

Mas relaxa, todo o economês tá bem traduzido para brasileirês.

Se liga:

Quase todo mundo tem algumas dúvidas sobre esta tal “crise subprime”. As respostas para estes questionamentos não são tão simples, mas com um pouco de bom-humor e – porque não? – saco, você entende a parada.

Há muitos anos atrás, os EUA venceram uma guerra. Com o otimismo em alta – e a economia também -, os americanos resolveram realizar o sonho da casa própria, um banco animal, incentivado por outro verdadeiramente animal, facilitou o crédito, possibilitando que, praticamente, todos os americanos adquirissem sua residência. Por serem sonhos-de-consumo, os imóveis, nesta época, dificilmente deixavam de serem pagos, afinal ninguém queria ser despejado.

Obedecendo a lei da oferta e procura, comprar casas tornou-se um ótimo investimento – foi daí que nasceu o ditado que o melhor investimento é em imóveis porque eles sempre valerão mais no futuro. Muitos anos depois, após terem realizado seus sonhos, o novo anseio deste povo era comprar uma segunda casa, talvez na praia, talvez no campo, não apenas para satisfazerem-se, mas, principalmente, para investirem seu dinheiro. Porém nem todos podiam arcar com o alto custo de manter uma família, possuir carros, bens em geral e duas casas. A primeira despesa a ser cortada em uma eventual “dureza”, sempre são os investimentos. Afinal, tudo o que se tem a perder é o dinheiro que já foi investido. Sua mulher e filhos não amanhecerão – de maneira alguma – na rua. Estes respeitáveis senhores tornaram-se “subprimes”, ou, em linguajar mais chulo; caloteiros.

Novamente obedecendo à lei de oferta e procura, os imóveis passaram a desvalorizar-se, devido a estes senhores, que não tinham condições ou disposição para quitar a divida da segunda casa.

Sabe o que o banco animal fazia com os dinheiros de juros que recebia? Comprava imóveis. Ou seja, com a desvalorização dos imóveis e os calotes dos Senhores subprimes adivinha o que aconteceu com o banco animal?

Não, ele não quebrou, ele pegou dinheiro emprestado com o banco verdadeiramente animal.

O banco verdadeiramente animal por sua vez pensava, com toda sua experiência: “Essas crises são passageiras, vou emprestar dinheiro e logo menos eles me devolvem e a roda continua a girar”.

Pois bem, eles não se reergueram, os imóveis desvalorizaram mais ainda, fazendo com que mais pessoas tornassem-se subprimes.

Agora sim, o banco animal quebrou.

Neste meio tempo o mundo já perdeu 16 trilhões.

CLARO que tem mais um milhão de motivos, mas em síntese é isso.

Se o banco verdadeiramente animal também quebrar, afinal ele não conseguiu o dinheiro que emprestou para vários bancos animais de volta, a roda para de girar. Diremos tchau ao capitalismo e contaremos aos nossos filhos como era ter uma sociedade regida pelo amor ao dinheiro, vestidos com uma camiseta do Fidel Castro.

Porém, óbvio, o banco verdadeiramente animal não pode quebrar. Ai é que entra o super-pacote de 850 bilhões dos E.U.A e tantos outros que os países estão “emprestando” ao mercado.

O governo norte-americano numa atitude totalmente não recomendada “empresta” 850 bilhões para o mercado para que ele em hipótese alguma feche suas portas.

Já deu pra entender o que você tem a ver com esta crise, ? Por mais que você seja apenas um latino-americano-sem-dinheiro-no-banco, mais cedo ou mais tarde – se o mercado não reagir de maneira positiva e alguém gastar uns trilhões de dólares – você fodear-se-á.

Sabe o que todo mundo – quando eu digo todo mundo, quero dizer, literalmente, todo O Mundo – tem que fazer? Nas palavras de nossa excelentíssima ex-ministra da cultura e ex-candidata a prefeitura de São Paulo; Relaxar e gozar.

Como qualquer outra crise (de namoro, por exemplo), esta crise é muito mais psicológica do que qualquer outra coisa.

Nego vê no jornal que um tal de Lehman quebrou e começa a vender tudo a preço de banana, o outro não compra porque está economizando por causa da crise e assim sucessivamente… Tudo acaba a preço de nada, ninguém paga as contas, por isso, funcionários não recebem seus salários e tudo só piora.

Fica sussa! – Tudo vai dar certo no final. Por mais que você esteja (?) sofrendo com esta crise – e acredite, eu já estou – todos os governos, os bancos, os ricos, os gênios e os semi-deuses do mundo inteiro estão trabalhando neste momento para que você não pare de pagar a prestação do seu carro e ocorra uma Crise Subprime a lá tupiniquim.

Continue vivendo sua vidinha como sempre viveu. Não saque seu dinheiro, não pare de confiar no capitalismo. Se não ele quebra, mesmo. Pelo contrário. Junte uma graninha, faça uma poupança, compre ações, afinal quase todas estão umas pechinchas. A real? Nada que você faça vai mudar tudo isso. Quer você goste, quer não.

Crise, no ideograma chinês, quer dizer oportunidade. Quem sabe esta seja uma boa hora para fazer investimentos a longo-prazo. Claro que uma crise nunca é boa, porém otimismo e positividade não fazem mal a ninguém, ?

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Sobre Reveillon, Marketing e Convenções humanas

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champagne_reveillonComo quase todo gafanhoto-publicitário, esporadicamente eu falo sobre marketing. MKT não me chama tanto a atenção, criação é bem mais legal. Como diria a frase naquele caminhão: Publicidade é arte, marketing faz parte. Mas como ele está no nosso dia-a-dia, não posso ficar de fora: dou meus pitacos. Feita esta breve consideração, me sinto à vontade para falar sobre uma das mais brilhantes estratégias de marketing de todos os tempos – e não estou falando do Natal, coisa de gênio do planejamento da igreja católica – me refiro a ele: O reveillon.

Nenhum RH, por mais que invista em Endomarketing, conseguiria motivar uma equipe com seis bilhões de pessoas dando uma festa que é comemorada unicamente para que todos se sintam motivados. Motivo idiota – se me permitem a redundância.

O tempo, como todos sabem, é uma convenção humana. Imagine que, em um belo dia (?), alguém resolveu criar uma unidade de medida para organizar a rotina. Definida esta unidade, separaram-na em segundos, minutos, anos, décadas e assim sucessivamente – como você conhece hoje. Eu tenho um palpite sobre como os gênios desta época começaram a contar os anos: “ – Vamos lá pessoal, acho que a lua já está lá em cima, o ano um vai começar… agora.” E a partir do ano seguinte, conforme previamente acordado, fizeram uma festa para comemorar o início do ano 2.

Pois bem, cá estamos no século XXI D.C, segundo o calendário vigente no Brasil, comemorando o fim do oitavo ano do segundo milênio. Todos fazendo listinhas de planos para 2009. Gastando o pouco que sobrou do Natal em mais um frango, ou parente próximo, para a ceia de reveillon. Todos felizes, ou não, com os resultados de 2008. E, principalmente, super-esperançosos de que 2009 será cheio de prosperidade, amor, paz e tudo-de-bom.

Minha intenção, de maneira alguma, é influenciar alguém em se revoltar com o mundo e não participar da festa, ou começar a ver teoria da conspiração em tudo. Antes, é apenas apontar uma bem sucedida estratégia de marketing que, como todas deveriam ser, chega a passar despercebida – pois entrou na cultura popular.

Meu desejo é que, assim como todos participam anualmente do amigo-secreto da firma, participem também desta data comemorativa. Afinal é mais uma festinha, e, como todo gafanhoto-publicitário, eu adoro festinhas. Portanto, não seja chato. O tempo é uma convenção mundial, e você não pode ficar de fora – literalmente.

Reúna seus amigos e comemore o ano novo. Até porque, como bom arroz-de-festa, acho endomarketing uma das áreas mais legais do marketing.

Ps: Este é o meu jeito de dizer que desejo um feliz ano novo para você, sua família e todo o mundo. =)

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