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Cultura Pop | Fernando Luz
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Desistir é a melhor opção?

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Quem desiste é perdedor”. Você já deve ter ouvido isso. Não com essas palavras, é provável. Mas um: “desistir jamais” na traseira dum caminhão, num livro de auto-ajuda ou na boca da sua tia menos legal. Eu não gosto de ser do contra, mas preciso dizer: Quem desiste não é perdedor coisíssima nenhuma.

Se quiser ler o artigo inteiro, fique à vontade.

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Eu escrevi esse artigo para o webinsider logo depois de ler o livro O Melhor Do Mundo, do Seth Godin.

Agora, estou lendo Marketing de Permissão, do mesmo autor.

Provavelmente, quando terminar esse novo livro faça um artigo com algumas considerações.

Por enquanto, só o que posso adiantar é que Seth Godin é genial e o livro, excelente.

Recomendo a todo profissional de marketing, publicitário ou empreendedor.

Seth Godin é um cara que merece ser lido.

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Redator Publicitário (o que é e o que faz, em 5 tópicos)

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Se você já sabe o que um redator publicitário faz, também não precisa parar de ler. Vou usar meu ponto de vista. Logo, tecnicamente, você não sabe. Além do mais, como um amigo da (ex-redatora publicitária) Tati Bernardi diz: Tudo vale como experiência antropóloga. Só espero não ser muito chato.

1 – O que faz um redator de publicidade?

Um redator publicitário é basicamente um escritor frustrado. Mentira. Redator publicitário é quem escreve propagandas. Não importa muito a mídia. Eu, atualmente, trabalho numa agência de internet, logo, crio textos para sites, newsletters, banners, intranets, e-Learnings e afins. Mas de vez em quando, pego freelas para escrever folders institucionais, roteirosimpressos, e até regulamento para concurso. Entre esses textos, há algo em comum: o objetivo, das duas uma, ou é vender ou melhorar a imagem de uma instituição.

2 – Para quem faz?

Normalmente, para Agências de Comunicação. Mas, às vezes, acontece de fazer um trabalho direto para empresas. Aliás, se você é de alguma empresa e está precisando de redator, fale comigo. :]

3 – O que estuda um redator publicitário?

Quem trabalha com comunicação sabe: Não existe regra de curso para nossa área. Contudo, – normalmente – um (redator) publicitário estuda publicidade e marketing. Isso porque, a função de um redator de publicidade, antes de tudo, é agregar (às vezes, inventar) valor a um produto para ele vender melhor. E isso é uma boa definição de Marketing. É claro, tem gente que estudou jornalismo, letras e até filosofia. Mas a grande maioria é como eu: publicitário por formação e redator por profissão. Eu fiz um desses cursos de “Comunicação Social: Publicidade e Propaganda” de quatro anos numa faculdade convencional. Não vou debater os prós e contras desse modelo. Mas dificilmente estaria aqui sem faculdade. O que também não sei se é bom ou ruim.

4 – Quais as características de um redator?

Você já deve ter percebido, eu gosto de listas. Então, vou fazer uma com cinco itens.

1- Saber escrever. Se quiser escrever melhor, leia esse artigo meu.
2- Entender de marketing. Um livro do Kotler e o blog do Seth Godin já ajudam.
3- Ter referências de arte e vida. Consuma cultura popular e seja feliz.
4- Possuir disposição para trabalhar bastante. Isso vale para qualquer profissão.
5- Buscar ser interessante. O Russell Davies já escreveu algo que eu acredito sobre isso.

5 – Escrever é legal? Ser redator deixa rico? (e outras perguntas subjetivas)

Eu gosto muito. Talvez um contador odeie. Uma das coisas mais legais é que – para não tomar um Cala Boca Galvão -, você acaba lendo bastante, portanto, conhece um pouco sobre cada coisa. Mas, claro, isso não deixa ninguém rico. Como um sábio já disse: se informação fosse poder, os bibliotecários teriam dominado o mundo. Mas é legal. Até existem alguns redatores que ficaram milionários. São raros, é verdade. Mas eu não perco a esperança. E nem a cabeça. Por ora, dá pra pagar as contas. E isso já me deixa feliz. Riqueza é algo muito relativo. Mas, se continuar desse jeito, com 40 anos vou estar numa cidadezinha litorânea do nordeste escrevendo livros cristãos, ao lado da Senhora Luz. E, pra mim, isso sim é ser rico – e feliz.

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Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é | Tati Bernardi

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tocomvontadedeumacoisaqueeunaoseoqueeComo é gostoso ter uma surpresa com um autor nacional. E foi exatamente assim que me senti ao ler o ótimo “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”, da Tati Bernardi: surpreso!

Já havia lido alguns textos dela no site – todos muito bons, aliás -, mas confesso que comprei o livro pensando mais na namorada do que em mim. Achei que ela (não eu) poderia gostar. A Tati é mulherzinha e escreve pra mulherzinha, foi meu prejulgamento. Mas o que encontrei foi uma escritora espontânea que usa uma linguagem muito, muito coloquial e consegue enxergar contos até numa reunião de editora ou na visita à casa do carinha que arruma computador.

Se você é homem: sabe aquele sua ex-melhor amiga que era meio doida e falava sem parar sobre os assuntos mais engraçados e indiscretos quando ficava bêbada? A Tati escreve sobre isso, sóbria.

Se você é mulher: Sabe tudo que você sempre pensou, mas por ter consciência de que as pessoas julgam demais nunca, nunca sairia por aí falando? A Tati escreve isso por você.

Assim que comprei o livro, fui ao cinema. E peguei uma fila enorme para comprar ingresso. Enquanto esperava na fila, li o primeiro texto em voz alta, pra namorada ver como era legal. Aí, li mais um em voz baixa. E mais um, e mais. Depois do filme, fui para casa. Antes de dormir, li mais um. E mais um, e mais um. E foi assim, passando de um conto para outro como quem muda de assunto numa conversa na fila do cinema, ou na cama antes de dormir, que li o excelente “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”. Em um dia.

A Tati é publicitária e foi redatora num monte de agência legal. Como eu sei que a maioria das pessoas que visitam esse blog ou escreve ou é publicitário ou estuda pra ser ou trabalha em agência – ou faz tudo isso ao mesmo tempo -, posso dizer que é impossível não se identificar com alguns casos que ela conta, independente de credo, sexo ou opção sexual. (ui)

São 136 páginas de pura identificação. Eu recomendo.

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Shrek Para Sempre

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shrek43Alguns psicólogos estão ficando ricos porque ninguém dá valor à felicidade que tem. É que a rotina desgasta qualquer um, por mais mocinho que seja. E foi isso que aconteceu com nosso querido Shrek. Ele se cansou da rotina de bom-Ogro.

Por isso, aceitou participar de um contrato mágico com o maquiavélico Rumpelstiltskin, trocando um dia de sua vida por 24 horas numa realidade paralela. A partir daí, a trama flui repleta de diálogos e personagens engraçadíssimos, numa “Tão, Tão Distante” diferente do que a gente conhece.

Todo o visual do filme é lindo. As dublagens são maravilhosas. É impressionante como nossos dubladores são tão bons quanto os hollywoodianos “originais”. O filme tem cerca de uma hora e trinta minutos. A história é boa. A animação é Dreamworks. Mas sabe quando você sai do cinema sentindo falta de algo mais?

A Dreamworks entregou um ótimo produto. Shrek 3 é engraçado e muito bem feito. Mas dentro do esperado. Sem surpresa significativa. Sem superar expectativas.

É quase inevitável fazer uma comparação entre esse quarto Shrek e o terceiro Toy Story. E a principal diferença é que Shrek é mais hilário. Com mais piadas no estilo humor pastelão, rasgado, e até ininteligíveis para crianças. É um ótimo programa para você voltar do cinema com a barriga doendo de rir. Enquanto Toy Story é mais emocionante. Não que não seja engraçado. Também é. E é nesse ponto que fica o diferencial de Toy Story. Ele é mais que isso. Supera expectativas. Se num segundo te põe a chorar, no próximo, faz rir. E no próximo, faz sentir medo.  E no próximo, faz rir de novo. É um arco íris de emoção (?).

Shrek Para Sempre é um ótimo filme. Eu gostei. Ri muito. De verdade. E se você também quer ir ao cinema e voltar pra casa chorando de rir, esse é o filme. Shrek 4 é o humor pastelão da Animação. Mas não tenho como terminar esse texto sem mostrar o outro lado da moeda e dizer que, se você prefere se emocionar a morrer de rir, a melhor pedida é mesmo Toy Story 3. É de chorar – e rir.

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Adultérios | Woody Allen

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adulterios(1)Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou o fá número 1 do Woody Allen. Nem o milionésimo, na verdade. Devo ter visto uns cinco filmes dele. O que é uma #putafaltadesacanagem, admito. Mas você sabe como é. Eu boto a culpa na falta de tempo e, como todo mundo usa a falta de tempo para se desculpar por alguma coisa, você entende. Mas voltemos ao assunto, que resenha não é bagunça.

Sabe aquela banca de jornal que fica dentro do shopping  e vende livros? Foi lá que encontrei, entre um livro do Paulo Coelho e outro, “Adultérios” do Woody Allen. Cheio de pó, coitadinho. Assim que o vi pude sentir ele me pedindo: “Tire-me daqui, amigo. Salve-me dessa seção de auto-ajuda”.  E, como quem atende um pedido desesperado, paguei 16 reais pelo livro de 208 páginas do escritor, diretor e – de vez em quando -, astro de mais de vinte filmes de sucesso: Woody Allen.

O livro conta três histórias. Só com diálogos. Mais ou menos como peças teatrais. Elas tratam sobre adultérios, têm arte envolvida e, claro, são hilárias. É o primeiro livro de Allen que leio. E ele é mesmo um ótimo escritor. Cada palavra é tratada com cuidado. Os personagens são tão malucos quanto seu criador. E cada história tem, pelo menos, três reviravoltas. O que é genial.

Enquanto redator, o livro é uma aula sobre a arte de escrever diálogos. Enquanto leitor, o livro é tão bom que quase acordei meu pai de tanto rir alto na madrugada - meu horário de leitura.

As duas primeiras histórias também tratam um pouco sobre o “bloqueio criativo” tão comum aos escritores. Mas prefiro parar de falar disso por aqui, para deixar você com vontade. A verdade é que recomendo muito esse livro para fãs e não-fãs que queiram se divertir com Woody Allen, esse cineasta que antes de tudo é escritor. E doido.

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Toy Story 3 | Coração de Brinquedo

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E se você fosse um brinquedo com sentimentos humanos e seu dono não brincasse com você há anos? É nesse clima emocionante que se desenrola o novo filme da Pixar. Mais um que você precisa ver.

Mas não tem como falar de Toy Story sem dar uma pincelada sobre o curta exibido antes da História de Brinquedo. Estou falando do maravilhoso Dia & Noite. Chegue no horário no cinema. Em menos de 5 minutos, você ri, chora e se emociona, com uma história definitivamente absurda e, justamente por isso, genial. Além de linda.

Voltando ao assunto.

Eu sei que você já assistiu os dois primeiros Toy Story. Não vou gastar nosso tempo filosofando sobre as personalidades tão bem criadas dos brinquedos de Andy. É claro que existem novos brinquedos na trama. E só posso dizer que eles são igualmente geniais. Desde o maquiavélico ursinho cor-de-rosa Lotso - com cheirinho de morango – passando pelo assustador Bebezão, até a apaixonante Barbie e seu metrossexual de plástico, Ken.

A trama segue uma bem desenvolvida jornada do herói. Pixar é Disney. Disso eles não fogem. A inovação está no modo como esta jornada é contada. Nem tinha como ser diferente. O roteirista é o Michael Arndt. Sim, o mesmo de Pequena Miss Sunshine (melhor roteiro original em 2007). Em muitas partes, você ri alto. Em outras, fica com medo. Mas em cada cena da trajetória de Woody e sua turma, você se emociona. E é isso que quero quando vou ao cinema.

Se tivesse que falar algo negativo, só pra equilibrar a crítica, diria que é um pouco mais adulto do que deveria — to com medo do bebezão até agora! Na sessão que eu vi, nenhuma criança tinha menos de sete anos. E creio que essa seja uma boa classificação etária para você, que está pensando em levar seu irmãozinho.

Para finalizar, preciso desabafar: Todo filme de animação é prejulgado por abusar dos efeitos visuais e esquecer-se da trama, dos diálogos, dos personagens, enfim; do roteiro. Sendo assim, cabe ressaltar que só falei aqui do roteiro. Até porque, a parte visual prefiro resumir em duas palavras:

Disney Pixar.

PS: Minha namorada chorou.

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Raio Verde | Julio Verne

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raio-verdeEsse é um livrinho daqueles com menos de 100 páginas que você lê em duas horas. E adora.

Pra falar a verdade, eu nem lembro quando esse livro chegou em casa. Nem como. Pela qualidade do material, devo ter comprado numa estação de metrô por R$4,95. Aliás, fica aqui uma dica para você que pega metrô esporadicamente: preste atenção aos livretos à venda naquelas máquinas que parecem de coca-cola, mas que são de algo muito mais gostoso, livros.

Basicamente, O Raio Verde é sobre uma moça criada por tios encantadores e que ouve uma lenda de que o último raio de sol visto no horizonte ao mar é verde – e quem o vê encontra seu amor verdadeiro. A moça convence seus tios a irem em busca do tal raio e a partir de então começa uma aventura com tudo que você gosta: suspense, comédia, drama e, claro, romance.

Julio Verne é um daqueles autores que você lê e sente vontade de ser seu amigo (definição roubada do @lhmatos). A história por ele contada é cheia de referências poéticas, de outros romancistas e até científicas, mas ele consegue escrever de um jeito simples e – o mais importante – que prende a atenção do leitor do começo ao fim.

Raio Verde é uma das obras primas do autor, com personagens maravilhosos, ótima estrutura, bom final e muita emoção. Recomendo a todos que apreciam uma boa história e desejam aprender mais sobre esse mistério que há tempos intriga a humanidade: o amor.

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Videoskaters

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Eu penso em, um dia, produzir vídeos de Skate. Talvez por isso essa entrevista feita pela Trip tenha me chamado tanto a atenção.

Ela mostra, ainda que superficialmente, a luta que é, num país como o Brasil, viver de uma arte tão específica quanto a de produzir filmes de skate.

Medo de roubos. Medo de quedas. E, por que não?, medo da polícia.

Esse pequeno filme, em pouco mais de quatro minutos, revela o dia-a-dia de Fernando Granja e Eduardo Bocão, dois videoskaters que, como a imensa maioria de sua espécie, aprendeu a filmar filmando.

Imagem de Amostra do You Tube

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Remix | Pulp Fiction

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Usando apenas os efeitos sonoros do meu filme preferido do Tarantino, Pulp Fiction, alguém muito criativo/desocupado fez uma mixagem que vai te deixar, no mínimo, admirado.

O mix tenta seguir a ordem cronológica do filme, captando as cenas e falas mais importantes.

Dificilmente, quem não viu o longa vai entender o enredo, mas quem já conhece com certeza vai lembrar da história.

Vale a pena ganhar cinco minutos apreciando.

Imagem de Amostra do You Tube

via


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Bastardos e Inglórios – De cinéfilo para cinéfilo

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bastardos-ingloriosSe você está lendo esse texto, das duas uma: Ou não entende de cinema, mas está pensando em ver o filme; ou gosta muito de cinema e, logo, entende um pouco do assunto. Se você faz parte do primeiro grupo, espero que essa humilde resenha te influencie positivamente. Agora, se faz parte do segundo, você é ao menos um pouco cinéfilo. E Tarantino é praticamente uma unanimidade entre cinéfilos.

Com seu estilo repleto de referências aos filmes clássicos e outros pouco conhecidos, de países como China, Japão, Rússia, França entre outros, o ex-atendente de locadora conquistou toda a nova geração de amantes da sétima arte com seu dom de contar histórias no mínimo pitorescas de maneira tão espontânea e sincera que parece transformá-las em verdades.

É com esse histórico que o diretor/roteirista lança Bastard Inglorious, seu novo filme que tem como plano de fundo a segunda guerra mundial.

No longa-metragem, com cerca de duas horas e meia de duração, Bastardos e Inglórios é o nome de uma divisão do exército norte americano que luta contra Hitler e sua ideologia. Comandado por Aldo Raine, vivido por Brad Pitt, esse exército de oito homens tem como objetivo massacrar, destruir e aniquilar todo e qualquer nazista dos modos mais dolorosos, vergonhosos e horrendos possíveis. Só para se ter uma idéia das desgraças que os Bastardos fazem, Donny Dnowitz (interpretado por Elli Roth – o criador de Albergue) é famoso por matar inimigos com um taco de baseball.

Embora o elenco de veteranos tenha sido escolhido a dedo, quem verdadeiramente rouba a cena é Christoph Waltz, um ator austríaco não muito conhecido, que fez sucesso interpretando o comandante nazista Hans Landa, apelidado “o caçador de judeus”, que passa por momentos de glória e vergonha de maneira vezes hilária, vezes brutais.

O filme, bem como no cinema mudo, se desenrola por meio de capítulos, para minha surpresa, lineares. Prova de que Tarantino não usou “fórmulas”, mas abriu mão de uma de suas marcas registradas: a não-linearidade.

Outro ponto que merece destaque é o modo com que a trilha sonora é trabalhada, principalmente nas cenas com Shosanna, representada pela bela Melanie Laurent, com cenas que mais parecem clipes.

Sinceramente, caso você faça parte do primeiro grupo referido no começo do texto – o de não conhecedores do cinema – provavelmente não vai gostar do filme. Nenhum carro explode, há poucas cenas de romance e quase nenhuma luta. Além disso, o excesso de referências que você desconhece talvez o deixe irritado.

Agora, se faz parte do segundo grupo – o de amantes do cinema – pode ir assistir Bastardos Inglórios com uma certeza: vai ver uma obra de arte. A direção de arte é ótima, os diálogos incríveis e a história genial. Além disso, o excesso de referências que você conhece vai te deixar extasiado.

Acredito que a intenção de Tarantino ao fazer Bastardos e Inglórios foi justamente essa: despertar amor ou ódio em seus espectadores; indiferença jamais.

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