Cultura pop

Desistir é a melhor opção?

Quem desiste é perdedor”. Você já deve ter ouvido isso. Não com essas palavras, é provável. Mas um: “desistir jamais” na traseira dum caminhão, num livro de auto-ajuda ou na boca da sua tia menos legal. Eu não gosto de ser do contra, mas preciso dizer: Quem desiste não é perdedor coisíssima nenhuma.

Se quiser ler o artigo inteiro, fique à vontade.

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Eu escrevi esse artigo para o webinsider logo depois de ler o livro O Melhor Do Mundo, do Seth Godin.

Agora, estou lendo Marketing de Permissão, do mesmo autor.

Provavelmente, quando terminar esse novo livro faça um artigo com algumas considerações.

Por enquanto, só o que posso adiantar é que Seth Godin é genial e o livro, excelente.

Recomendo a todo profissional de marketing, publicitário ou empreendedor.

Seth Godin é um cara que merece ser lido.

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Redator Publicitário (o que é e o que faz, em 5 tópicos)

Conhece o Consumidor Positivo?

Se você já sabe o que um redator publicitário faz, também não precisa parar de ler. Vou usar meu ponto de vista. Logo, tecnicamente, você não sabe. Além do mais, como um amigo da (ex-redatora publicitária) Tati Bernardi diz: Tudo vale como experiência antropóloga. Só espero não ser muito chato.

1 – O que faz um redator de publicidade?

Um redator publicitário é basicamente um escritor frustrado. Mentira. Redator publicitário é quem escreve propagandas. Não importa muito a mídia. Eu, atualmente, trabalho numa agência de internet, logo, crio textos para sites, newsletters, banners, intranets, e-Learnings e afins. Mas de vez em quando, pego freelas para escrever folders institucionais, roteirosimpressos, e até regulamento para concurso. Entre esses textos, há algo em comum: o objetivo, das duas uma, ou é vender ou melhorar a imagem de uma instituição.

2 – Para quem faz?

Normalmente, para Agências de Comunicação. Mas, às vezes, acontece de fazer um trabalho direto para empresas. Aliás, se você é de alguma empresa e está precisando de redator, fale comigo. :]

3 – O que estuda um redator publicitário?

Quem trabalha com comunicação sabe: Não existe regra de curso para nossa área. Contudo, – normalmente – um (redator) publicitário estuda publicidade e marketing. Isso porque, a função de um redator de publicidade, antes de tudo, é agregar (às vezes, inventar) valor a um produto para ele vender melhor. E isso é uma boa definição de Marketing. É claro, tem gente que estudou jornalismo, letras e até filosofia. Mas a grande maioria é como eu: publicitário por formação e redator por profissão. Eu fiz um desses cursos de “Comunicação Social: Publicidade e Propaganda” de quatro anos numa faculdade convencional. Não vou debater os prós e contras desse modelo. Mas dificilmente estaria aqui sem faculdade. O que também não sei se é bom ou ruim.

4 – Quais as características de um redator?

Você já deve ter percebido, eu gosto de listas. Então, vou fazer uma com cinco itens.

1- Saber escrever. Se quiser escrever melhor, leia esse artigo meu.
2- Entender de marketing. Um livro do Kotler e o blog do Seth Godin já ajudam.
3- Ter referências de arte e vida. Consuma cultura popular e seja feliz.
4- Possuir disposição para trabalhar bastante. Isso vale para qualquer profissão.
5- Buscar ser interessante. O Russell Davies já escreveu algo que eu acredito sobre isso.

5 – Escrever é legal? Ser redator deixa rico? (e outras perguntas subjetivas)

Eu gosto muito. Talvez um contador odeie. Uma das coisas mais legais é que – para não tomar um Cala Boca Galvão -, você acaba lendo bastante, portanto, conhece um pouco sobre cada coisa. Mas, claro, isso não deixa ninguém rico. Como um sábio já disse: se informação fosse poder, os bibliotecários teriam dominado o mundo. Mas é legal. Até existem alguns redatores que ficaram milionários. São raros, é verdade. Mas eu não perco a esperança. E nem a cabeça. Por ora, dá pra pagar as contas. E isso já me deixa feliz. Riqueza é algo muito relativo. Mas, se continuar desse jeito, com 40 anos vou estar numa cidadezinha litorânea do nordeste escrevendo livros cristãos, ao lado da Senhora Luz. E, pra mim, isso sim é ser rico – e feliz.

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Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é | Tati Bernardi

tocomvontadedeumacoisaqueeunaoseoqueeComo é gostoso ter uma surpresa com um autor nacional. E foi exatamente assim que me senti ao ler o ótimo “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”, da Tati Bernardi: surpreso!

Já havia lido alguns textos dela no site – todos muito bons, aliás -, mas confesso que comprei o livro pensando mais na namorada do que em mim. Achei que ela (não eu) poderia gostar. A Tati é mulherzinha e escreve pra mulherzinha, foi meu prejulgamento. Mas o que encontrei foi uma escritora espontânea que usa uma linguagem muito, muito coloquial e consegue enxergar contos até numa reunião de editora ou na visita à casa do carinha que arruma computador.

Se você é homem: sabe aquele sua ex-melhor amiga que era meio doida e falava sem parar sobre os assuntos mais engraçados e indiscretos quando ficava bêbada? A Tati escreve sobre isso, sóbria.

Se você é mulher: Sabe tudo que você sempre pensou, mas por ter consciência de que as pessoas julgam demais nunca, nunca sairia por aí falando? A Tati escreve isso por você.

Assim que comprei o livro, fui ao cinema. E peguei uma fila enorme para comprar ingresso. Enquanto esperava na fila, li o primeiro texto em voz alta, pra namorada ver como era legal. Aí, li mais um em voz baixa. E mais um, e mais. Depois do filme, fui para casa. Antes de dormir, li mais um. E mais um, e mais um. E foi assim, passando de um conto para outro como quem muda de assunto numa conversa na fila do cinema, ou na cama antes de dormir, que li o excelente “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”. Em um dia.

A Tati é publicitária e foi redatora num monte de agência legal. Como eu sei que a maioria das pessoas que visitam esse blog ou escreve ou é publicitário ou estuda pra ser ou trabalha em agência – ou faz tudo isso ao mesmo tempo -, posso dizer que é impossível não se identificar com alguns casos que ela conta, independente de credo, sexo ou opção sexual. (ui)

São 136 páginas de pura identificação. Eu recomendo.

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Shrek Para Sempre

shrek43Alguns psicólogos estão ficando ricos porque ninguém dá valor à felicidade que tem. É que a rotina desgasta qualquer um, por mais mocinho que seja. E foi isso que aconteceu com nosso querido Shrek. Ele se cansou da rotina de bom-Ogro.

Por isso, aceitou participar de um contrato mágico com o maquiavélico Rumpelstiltskin, trocando um dia de sua vida por 24 horas numa realidade paralela. A partir daí, a trama flui repleta de diálogos e personagens engraçadíssimos, numa “Tão, Tão Distante” diferente do que a gente conhece.

Todo o visual do filme é lindo. As dublagens são maravilhosas. É impressionante como nossos dubladores são tão bons quanto os hollywoodianos “originais”. O filme tem cerca de uma hora e trinta minutos. A história é boa. A animação é Dreamworks. Mas sabe quando você sai do cinema sentindo falta de algo mais?

A Dreamworks entregou um ótimo produto. Shrek 3 é engraçado e muito bem feito. Mas dentro do esperado. Sem surpresa significativa. Sem superar expectativas.

É quase inevitável fazer uma comparação entre esse quarto Shrek e o terceiro Toy Story. E a principal diferença é que Shrek é mais hilário. Com mais piadas no estilo humor pastelão, rasgado, e até ininteligíveis para crianças. É um ótimo programa para você voltar do cinema com a barriga doendo de rir. Enquanto Toy Story é mais emocionante. Não que não seja engraçado. Também é. E é nesse ponto que fica o diferencial de Toy Story. Ele é mais que isso. Supera expectativas. Se num segundo te põe a chorar, no próximo, faz rir. E no próximo, faz sentir medo.  E no próximo, faz rir de novo. É um arco íris de emoção (?).

Shrek Para Sempre é um ótimo filme. Eu gostei. Ri muito. De verdade. E se você também quer ir ao cinema e voltar pra casa chorando de rir, esse é o filme. Shrek 4 é o humor pastelão da Animação. Mas não tenho como terminar esse texto sem mostrar o outro lado da moeda e dizer que, se você prefere se emocionar a morrer de rir, a melhor pedida é mesmo Toy Story 3. É de chorar – e rir.

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Adultérios | Woody Allen

adulterios(1)Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou o fá número 1 do Woody Allen. Nem o milionésimo, na verdade. Devo ter visto uns cinco filmes dele. O que é uma #putafaltadesacanagem, admito. Mas você sabe como é. Eu boto a culpa na falta de tempo e, como todo mundo usa a falta de tempo para se desculpar por alguma coisa, você entende. Mas voltemos ao assunto, que resenha não é bagunça.

Sabe aquela banca de jornal que fica dentro do shopping  e vende livros? Foi lá que encontrei, entre um livro do Paulo Coelho e outro, “Adultérios” do Woody Allen. Cheio de pó, coitadinho. Assim que o vi pude sentir ele me pedindo: “Tire-me daqui, amigo. Salve-me dessa seção de auto-ajuda”.  E, como quem atende um pedido desesperado, paguei 16 reais pelo livro de 208 páginas do escritor, diretor e – de vez em quando -, astro de mais de vinte filmes de sucesso: Woody Allen.

O livro conta três histórias. Só com diálogos. Mais ou menos como peças teatrais. Elas tratam sobre adultérios, têm arte envolvida e, claro, são hilárias. É o primeiro livro de Allen que leio. E ele é mesmo um ótimo escritor. Cada palavra é tratada com cuidado. Os personagens são tão malucos quanto seu criador. E cada história tem, pelo menos, três reviravoltas. O que é genial.

Enquanto redator, o livro é uma aula sobre a arte de escrever diálogos. Enquanto leitor, o livro é tão bom que quase acordei meu pai de tanto rir alto na madrugada - meu horário de leitura.

As duas primeiras histórias também tratam um pouco sobre o “bloqueio criativo” tão comum aos escritores. Mas prefiro parar de falar disso por aqui, para deixar você com vontade. A verdade é que recomendo muito esse livro para fãs e não-fãs que queiram se divertir com Woody Allen, esse cineasta que antes de tudo é escritor. E doido.

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