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Cultura Pop | Fernando Luz
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  • Invictus: Morgan Freeman, na pele de Mandela, mostra como funciona a Política do Pão e Circo. Bem sugestivo em ano de copa e eleição. [7.5]

Toy Story 3 | Coração de Brinquedo

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E se você fosse um brinquedo com sentimentos humanos e seu dono não brincasse com você há anos? É nesse clima emocionante que se desenrola o novo filme da Pixar. Mais um que você precisa ver.

Mas não tem como falar de Toy Story sem dar uma pincelada sobre o curta exibido antes da História de Brinquedo. Estou falando do maravilhoso Dia & Noite. Chegue no horário no cinema. Em menos de 5 minutos, você ri, chora e se emociona, com uma história definitivamente absurda e, justamente por isso, genial. Além de linda.

Voltando ao assunto.

Eu sei que você já assistiu os dois primeiros Toy Story. Não vou gastar nosso tempo filosofando sobre as personalidades tão bem criadas dos brinquedos de Andy. É claro que existem novos brinquedos na trama. E só posso dizer que eles são igualmente geniais. Desde o maquiavélico ursinho cor-de-rosa Lotso - com cheirinho de morango – passando pelo assustador Bebezão, até a apaixonante Barbie e seu metrossexual de plástico, Ken.

A trama segue uma bem desenvolvida jornada do herói. Pixar é Disney. Disso eles não fogem. A inovação está no modo como esta jornada é contada. Nem tinha como ser diferente. O roteirista é o Michael Arndt. Sim, o mesmo de Pequena Miss Sunshine (melhor roteiro original em 2007). Em muitas partes, você ri alto. Em outras, fica com medo. Mas em cada cena da trajetória de Woody e sua turma, você se emociona. E é isso que quero quando vou ao cinema.

Se tivesse que falar algo negativo, só pra equilibrar a crítica, diria que é um pouco mais adulto do que deveria — to com medo do bebezão até agora! Na sessão que eu vi, nenhuma criança tinha menos de sete anos. E creio que essa seja uma boa classificação etária para você, que está pensando em levar seu irmãozinho.

Para finalizar, preciso desabafar: Todo filme de animação é prejulgado por abusar dos efeitos visuais e esquecer-se da trama, dos diálogos, dos personagens, enfim; do roteiro. Sendo assim, cabe ressaltar que só falei aqui do roteiro. Até porque, a parte visual prefiro resumir em duas palavras:

Disney Pixar.

PS: Minha namorada chorou.

Raio Verde | Julio Verne

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raio-verdeEsse é um livrinho daqueles com menos de 100 páginas que você lê em duas horas. E adora.

Pra falar a verdade, eu nem lembro quando esse livro chegou em casa. Nem como. Pela qualidade do material, devo ter comprado numa estação de metrô por R$4,95. Aliás, fica aqui uma dica para você que pega metrô esporadicamente: preste atenção aos livretos à venda naquelas máquinas que parecem de coca-cola, mas que são de algo muito mais gostoso, livros.

Basicamente, O Raio Verde é sobre uma moça criada por tios encantadores e que ouve uma lenda de que o último raio de sol visto no horizonte ao mar é verde – e quem o vê encontra seu amor verdadeiro. A moça convence seus tios a irem em busca do tal raio e a partir de então começa uma aventura com tudo que você gosta: suspense, comédia, drama e, claro, romance.

Julio Verne é um daqueles autores que você lê e sente vontade de ser seu amigo (definição roubada do @lhmatos). A história por ele contada é cheia de referências poéticas, de outros romancistas e até científicas, mas ele consegue escrever de um jeito simples e – o mais importante – que prende a atenção do leitor do começo ao fim.

Raio Verde é uma das obras primas do autor, com personagens maravilhosos, ótima estrutura, bom final e muita emoção. Recomendo a todos que apreciam uma boa história e desejam aprender mais sobre esse mistério que há tempos intriga a humanidade: o amor.

Videoskaters

| Posted in Cultura pop |

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Eu penso em, um dia, produzir vídeos de Skate. Talvez por isso essa entrevista feita pela Trip tenha me chamado tanto a atenção.

Ela mostra, ainda que superficialmente, a luta que é, num país como o Brasil, viver de uma arte tão específica quanto a de produzir filmes de skate.

Medo de roubos. Medo de quedas. E, por que não?, medo da polícia.

Esse pequeno filme, em pouco mais de quatro minutos, revela o dia-a-dia de Fernando Granja e Eduardo Bocão, dois videoskaters que, como a imensa maioria de sua espécie, aprendeu a filmar filmando.

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Remix | Pulp Fiction

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Usando apenas os efeitos sonoros do meu filme preferido do Tarantino, Pulp Fiction, alguém muito criativo/desocupado fez uma mixagem que vai te deixar, no mínimo, admirado.

O mix tenta seguir a ordem cronológica do filme, captando as cenas e falas mais importantes.

Dificilmente, quem não viu o longa vai entender o enredo, mas quem já conhece com certeza vai lembrar da história.

Vale a pena ganhar cinco minutos apreciando.

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Bastardos e Inglórios – De cinéfilo para cinéfilo

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bastardos-ingloriosSe você está lendo esse texto, das duas uma: Ou não entende de cinema, mas está pensando em ver o filme; ou gosta muito de cinema e, logo, entende um pouco do assunto. Se você faz parte do primeiro grupo, espero que essa humilde resenha te influencie positivamente. Agora, se faz parte do segundo, você é ao menos um pouco cinéfilo. E Tarantino é praticamente uma unanimidade entre cinéfilos.

Com seu estilo repleto de referências aos filmes clássicos e outros pouco conhecidos, de países como China, Japão, Rússia, França entre outros, o ex-atendente de locadora conquistou toda a nova geração de amantes da sétima arte com seu dom de contar histórias no mínimo pitorescas de maneira tão espontânea e sincera que parece transformá-las em verdades.

É com esse histórico que o diretor/roteirista lança Bastard Inglorious, seu novo filme que tem como plano de fundo a segunda guerra mundial.

No longa-metragem, com cerca de duas horas e meia de duração, Bastardos e Inglórios é o nome de uma divisão do exército norte americano que luta contra Hitler e sua ideologia. Comandado por Aldo Raine, vivido por Brad Pitt, esse exército de oito homens tem como objetivo massacrar, destruir e aniquilar todo e qualquer nazista dos modos mais dolorosos, vergonhosos e horrendos possíveis. Só para se ter uma idéia das desgraças que os Bastardos fazem, Donny Dnowitz (interpretado por Elli Roth – o criador de Albergue) é famoso por matar inimigos com um taco de baseball.

Embora o elenco de veteranos tenha sido escolhido a dedo, quem verdadeiramente rouba a cena é Christoph Waltz, um ator austríaco não muito conhecido, que fez sucesso interpretando o comandante nazista Hans Landa, apelidado “o caçador de judeus”, que passa por momentos de glória e vergonha de maneira vezes hilária, vezes brutais.

O filme, bem como no cinema mudo, se desenrola por meio de capítulos, para minha surpresa, lineares. Prova de que Tarantino não usou “fórmulas”, mas abriu mão de uma de suas marcas registradas: a não-linearidade.

Outro ponto que merece destaque é o modo com que a trilha sonora é trabalhada, principalmente nas cenas com Shosanna, representada pela bela Melanie Laurent, com cenas que mais parecem clipes.

Sinceramente, caso você faça parte do primeiro grupo referido no começo do texto – o de não conhecedores do cinema – provavelmente não vai gostar do filme. Nenhum carro explode, há poucas cenas de romance e quase nenhuma luta. Além disso, o excesso de referências que você desconhece talvez o deixe irritado.

Agora, se faz parte do segundo grupo – o de amantes do cinema – pode ir assistir Bastardos Inglórios com uma certeza: vai ver uma obra de arte. A direção de arte é ótima, os diálogos incríveis e a história genial. Além disso, o excesso de referências que você conhece vai te deixar extasiado.

Acredito que a intenção de Tarantino ao fazer Bastardos e Inglórios foi justamente essa: despertar amor ou ódio em seus espectadores; indiferença jamais.

Chickenfoot | Pé de Galinha

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Quando adolescente, eu estudava guitarra em um conservatório onde os professores não recomendavam aos alunos ouvirem muito rock, antes, bastante jazz bepop e música brasileira, principalmente, samba.

Óbvio que eu não dava a mínima para o que eles falavam, passava o dia ouvindo Joe Satriani e só escutava jazz e samba quando queria. Talvez por isso hoje eu não toque em nenhum grupo de jazz ou música popular, mas em uma banda de rock.

Pois bem, tendo em vista meu amor adolescente com Satriani, (?) imagine minha alegria ao anunciar que ele montou uma banda, chamada Chickenfoot (Pé de Galinha, em português), com Chad Smith (o baterista do Red Hot), Sammy Hagar e Michael Anthony (o vocal e o baixista do Van Halen).

O site da banda é esse e um dos vídeos que a banda disponibilizou no youtube está logo abaixo.

O som é meio Hard Rock, e eu gostei bastante. Claro que poderiam dar mais espaço para meu segundo guitarrista de rock favorito (atrás apenas de Steve Vai), mas está de bom tamanho. Até porque, desse grupo de estrelas, só se pode esperar coisas boas.

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Os Filmes Que Não Fiz

| Posted in Cultura pop |

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Eu tenho diversas ideias de roteiros, livros, empreendimentos, campanhas e tudo mais, que, por falta de tempo/dinheiro/disposição/whatever, não saem do Word.

Você, criativo, deve saber bem como é.

O diretor Gilberto Scarpa sabia, e isso o motivou a produzir o curta “Os Filmes Que Não Fiz“, que, inclusive, ganhou diversos prêmios.

Bem engraçado e pertinente. Confira o vídeo promocional.

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Did You Know 4.0 Traduzido | Você sabia? em Português

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Esse é o quarto vídeo da série Did You Know.  Nele há dados impressionantes sobre a revolução das mídias sociais.

Caso seu inglês esteja meio fora de forma, o conteúdo do vídeo está traduzido abaixo.

Bom proveito.

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1) Em 2010 a Geração Y superará os Baby Boomers 96% deles aderiram a uma rede social;

2) As mídias sociais ultrapassaram o conteúdo pornográfico, como a atividade número 1 na Web;

3) Em 2008, nos E.U.A, 1 em cada 8 casais conheceram-se através das mídias sociais;

4) Tempo (em anos) que cada mídia levou para atingir 50 milhões de usuários: Rádio (38 anos), televisão (13 anos), Internet (4 anos), iPod (3 anos) Facebook adicionou 100 milhões de usuários em menos de 9 meses … aplicações para o iPhone atingiu 1 bilhão em 9 meses;

5) Facebook se fosse um país seria o 4 ° maior do mundo entre os Estados Unidos e a Indonésia;

6) No entanto, algumas fontes dizem a QZone, maior rede social da China ultrapassa 300 milhões de usuários (o fato do Facebook ser banido na China, ajuda)

7) comScore indica que a Rússia tem a maior audiência envolvida em mídias sociais com os visitantes passando 6,6 horas e chegando a visualizar 1.307 páginas por visitante num mês – Vkontakte.ru é a rede social, # 1

8 ) Em 2009 nos E.U.A, um estudo do Departamento de Educação revelou que, em média, os alunos que estudam online, destacam-se dos que recebem aula presencial;

9)1 em cada 6 alunos do ensino superior, possuem currículo on-line;

10) Porcentagem das empresas que usam o LinkedIn, como principal ferramenta para encontrar funcionários, é de 80%

11) A faxia etária que mais cresce no Facebook, são mulheres entre 55 e 65 anos;

12) Ashton Kutcher e Ellen Degeneres tem mais seguidores no Twitter do que toda a população da Irlanda, Noruega e Panamá;

13) 80% dos usuários no Twitter está em dispositivos móveis … as pessoas tuitam em qualquer lugar, a qualquer hora … imagine o que isso significa para o cliente com uma experiência ruin?

14) Geração Y e Z consideram o e-mail ultrapassado… Em 2009, Boston College, deixou de distribuir endereços de e-mail para os calouros;

15) O que acontece em Las Vegas vai aparecer no YouTube, Flickr, Twitter, Facebook

16) O Youtube é o 2º maior mecanismo de busca do mundo;

17) A Wikipedia tem mais de 13 milhões de artigos … alguns estudos mostram que é mais preciso do que a Enciclopédia Britânica78% desses artigos não são escritos em Inglês;

18) Existem mais de 200.000.000 Blogs;

19) 54% dos blogueiros postam conteúdo ou tuitam diáriamente;

20) Por causa da velocidade em que as mídias sociais permitem a comunicação, a palavra boca no mundo  torna-se agora mundo de boca; obs: ficou estranho isso né ? Seria algo como meter a boca no trombone ou gerar um boca -a- boca;

21) Se você fosse receber 1 dólar por cada vez que um artigo fosse publicado na Wikipedia você ganharia  156,23 dólares por hora;

22) USUÁRIOS do Facebook traduziram o site do Inglês para o Espanhol em menos de 4 semanas, com um custo zero para o facebook;

23) 25% dos resultados da pesquisa para as 20 maiores marcas, são links para conteúdo, gerado pelo usuário;

24) 34% dos blogueiros postam suas opniões sobre Marcas;

25) As pessoas consideram mais relevante perguntar para outras pessoas sobre produtos e serviços do que para o google;

26) 78% dos consumidores confiam em recomendações;

27) Apenas 14% confiam em publicidade;

28) Apenas 18% das campanhas na TV tradicional geram um retorno do investimento positivo;

29) 90% das pessoas poderão gravar seus próprios programas de TV e pular os intervalos comerciais facilmente com o  TiVo ;

30) Hulu (cotado como principal concorrente do youtube, ainda não disponível no Brasil) cresceu de 63 milhões de transmissões em abril de 2008 para 373 milhões em abril 2009;

31) 25% dos americanos, no mês passado, assitiram pequenos vídeos, em seus celulares;

32) De acordo com Jeff Bezos, 35% das vendas de livros na Amazon.com são para o Kindle (leitor de livros digitais), quando disponível;

33) 24 de 25 dos maiores jornais impressos estão sentindo com a queda recorde na circulação. Nós não procuramos mais pela notícia, ela nos encontra;

34) Num futuro próximo, nós não iremos mais procurar por produtos e serviços. Eles nos encontrarão através das mídias sociais;

35) Mais de 1,5 milhões de links (notícias, fotos, vídeos, posts em blogs) são compartilhados no Facebook … diariamente;

36) Empresas de sucesso nas mídias sociais estão atuando mais como Dale Carnegie e menos como David Ogilvy. Ou seja, escutando primeiro seu consumidor para depois, vender;

37) Empresas de sucesso nas mídias sociais estão atuando mais como organizadores de festas, agregando e produzindo conteúdo relevante para seu público, diferente da mídia tradicional que só fala os benefícios do produto;

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O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio | Charles Bukowski

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capitaoO velho Buk desprezava cadernos de anotações, cheios de reclamações entediantes. Porém, quando lhe disseram que escrever um poderia ser bom, ele, com certeza para espanto de muitos, resolveu escrever sobre seus dias.

Quatro anos depois de sua morte, foi lançando “O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio”, uma coletânea de textos retirados do diário do escritor – e escolhidos por ele mesmo em vida – entre os anos de 1990 e 1992.

No livro, o velho Buk disserta sobre temas tão complexos e naturais como a morte, a velhice, as ambições, seu prazer na solidão e o uso de computadores, em especial seu macintosh, que ela adorava.

Não obstante, Buk reclama do cinema, dos poetas, dos aclamados escritores, da música pop, das pessoas, de seus leitores e, em especial, da humanidade. Reclama até dos exageros que diríamos em resenhas como essa. Ele era um velho reclamão e sabia disso.

Sua genialidade estava em transformar toda essa desgraça em contos, romances e poesias que tão bem representavam sua geração. Um espelho da sociedade que cresceu após a grande depressão.

Sobre sua vida particular: o velho sabia que ainda bebia e fumava demais.  Também sabia que já devia estar morto e, admite; desejava já estar.

A cada dia me apaixono mais pelo realismo, falta de papas na língua e sinceridade extrema de Charles Bukowski. E indico a todos que queiram conhecer mais a fundo a vida do dito último escritor maldito, que não era apenas um grande bebedor, fumante e viciado em jogos, mas tinha o poder de transformar em palavras sentimentos que faziam parte do inconsciente coletivo de sua época.

Um gênio mal humorado.

A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico

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arte da guerraEstava eu lendo uma bobagem literária, quando o Bill me emprestou “A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico”, escrito pelo Luli Radfahrer, um designer, professor da USP, com quem já tive aula sobre Redes Sociais na JUMP Education.

Alguns dias depois, às quatro da manhã, ao terminar o livro, ria alto e sozinho com toda a ironia e sarcasmo do autor ao descrever clichês totalmente verídicos no dia-a-dia empresarial, com o qual estamos tão acostumados.

O livro é, aliás, exatamente o oposto da auto-ajuda corporativa que o título parodia.

Como matar o tempo em reuniões desnecessárias, 7 hábitos de ultra-puxa-saquismo, dicas de anti-design para tornar um relatório mais enfeitado e outras picaretagens são ensinadas em tom bem humorado, no livro que se revela mais que uma crítica direta ao sistema corporativo, um tapa na cara de quem se identifica mais de uma vez com os fatos expostos.

Recomendo a quem, bem como esse que vos escreve, já leu “A arte da Guerra“, “Quem Mexeu no Meu Queijo” ou “Pai Rico Pai Pobre“, para conhecer o outro lado das máximas ensinadas nessas auto-ajuda empresariais; e também a quem não leu e tem raiva de quem lê, para fortalecer sua argumentação.

Luli, apesar de toda bagagem cultural e experiência de vida, é um professor e, portanto, tem um estilo de escrever meio “acadêmico”, que, porém, é compensado pela criatividade e originalidade de suas piadas, com as quais me diverti no decorrer das cerca de 150 páginas.

A realidade é que o autor ao invés de por um ponto final dizendo quem está certo, abre uma discussão para pensarmos: Essa cultura capitalista tem nos feito evoluir, ou estamos adotando a postura do parecer ao invés do ser, também, nos escritórios?

Vale a pena.