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A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico | Fernando Luz
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A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico

categoria: Cultura pop |

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arte da guerraEstava eu lendo uma bobagem literária, quando o Bill me emprestou “A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico”, escrito pelo Luli Radfahrer, um designer, professor da USP, com quem já tive aula sobre Redes Sociais na JUMP Education.

Alguns dias depois, às quatro da manhã, ao terminar o livro, ria alto e sozinho com toda a ironia e sarcasmo do autor ao descrever clichês totalmente verídicos no dia-a-dia empresarial, com o qual estamos tão acostumados.

O livro é, aliás, exatamente o oposto da auto-ajuda corporativa que o título parodia.

Como matar o tempo em reuniões desnecessárias, 7 hábitos de ultra-puxa-saquismo, dicas de anti-design para tornar um relatório mais enfeitado e outras picaretagens são ensinadas em tom bem humorado, no livro que se revela mais que uma crítica direta ao sistema corporativo, um tapa na cara de quem se identifica mais de uma vez com os fatos expostos.

Recomendo a quem, bem como esse que vos escreve, já leu “A arte da Guerra“, “Quem Mexeu no Meu Queijo” ou “Pai Rico Pai Pobre“, para conhecer o outro lado das máximas ensinadas nessas auto-ajuda empresariais; e também a quem não leu e tem raiva de quem lê, para fortalecer sua argumentação.

Luli, apesar de toda bagagem cultural e experiência de vida, é um professor e, portanto, tem um estilo de escrever meio “acadêmico”, que, porém, é compensado pela criatividade e originalidade de suas piadas, com as quais me diverti no decorrer das cerca de 150 páginas.

A realidade é que o autor ao invés de por um ponto final dizendo quem está certo, abre uma discussão para pensarmos: Essa cultura capitalista tem nos feito evoluir, ou estamos adotando a postura do parecer ao invés do ser, também, nos escritórios?

Vale a pena.

Comments (2)

[Essa cultura capitalista tem nos feito evoluir, ou estamos adotando a postura do parecer ao invés do ser, também, nos escritórios?]
Para começar em um emprego você tem que parecer alguém que foi feito para a vaga (as vezes mesmo não sendo), já começa daí!

Quando eu terminar de ler “Notas de um velho safado” do Buk que eu ganhei de aniversário, vou ver se acho esse!

Abraços!

@gordinha,

Essa semana eu também volto a ler Buk.
Talvez semana que vem eu resenhe mais algum dele por aqui.

:)

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