Meus últimos artigos no Webinsider

Há algum tempo, estou escrevendo no Webinsider. Se você não me segue no twitter, não devia saber. Tudo bem, agora sabe.

O Webinsider é um dos mais importantes e respeitados portais especializados em marketing digital do Brasil. Apesar do editor me deixar bastante à vontade, tenho escrito principalmente sobre criação, propaganda e vida digital.

O primeiro artigo que eu escrevi lá foi sobre “Como não tomar um CALA BOCA GALVÃO”. O texto fala sobre a importância de não falar sobre o que não se conhece direito. O vulgo enchimento de linguiça, tão repudiado na civilização pensante.

Depois, fiz uma homenagem póstuma ao José Saramago no artigo “O Que Saramago tem a nos ensinar”. Falei sobre uma afirmação polêmica do autor (“De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”), ressaltando a importância do hábito de ler.

Meu terceiro artigo foi sobre a ansiedade que temos em olhar o e-mail a toda hora, como se ele fosse uma espécie de “O oráculo digital”. Eu ia escrever algo muito legal lá sobre a importância de “olhar as flores no campo”, mas não deu. Tinha que conferir minha caixa de entrada.

No meu quarto artigo escrevi “Cinco dicas para escrever melhor”. Disse que, para escrever melhor, você precisa: Ler, Escrever, Conhecer as Regras, Anotar Ideias e Sintetizar. Basicamente isso.

E o último artigo que publiquei no Webinsider foi uma reflexão sobre “Qual história você está contando?”. Afinal, a gente vive tão preocupado em contar as histórias dos clientes que, esquecemos que a história que a gente está contando é a nossa. Da nossa própria vida.

Resumidamente, é isso. Para os próximos artigos que publicar lá, pretendo postar um resuminho aqui. Leia os artigos e comente. Eu espero, de verdade, que você goste.

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Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é | Tati Bernardi

tocomvontadedeumacoisaqueeunaoseoqueeComo é gostoso ter uma surpresa com um autor nacional. E foi exatamente assim que me senti ao ler o ótimo “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”, da Tati Bernardi: surpreso!

Já havia lido alguns textos dela no site – todos muito bons, aliás -, mas confesso que comprei o livro pensando mais na namorada do que em mim. Achei que ela (não eu) poderia gostar. A Tati é mulherzinha e escreve pra mulherzinha, foi meu prejulgamento. Mas o que encontrei foi uma escritora espontânea que usa uma linguagem muito, muito coloquial e consegue enxergar contos até numa reunião de editora ou na visita à casa do carinha que arruma computador.

Se você é homem: sabe aquele sua ex-melhor amiga que era meio doida e falava sem parar sobre os assuntos mais engraçados e indiscretos quando ficava bêbada? A Tati escreve sobre isso, sóbria.

Se você é mulher: Sabe tudo que você sempre pensou, mas por ter consciência de que as pessoas julgam demais nunca, nunca sairia por aí falando? A Tati escreve isso por você.

Assim que comprei o livro, fui ao cinema. E peguei uma fila enorme para comprar ingresso. Enquanto esperava na fila, li o primeiro texto em voz alta, pra namorada ver como era legal. Aí, li mais um em voz baixa. E mais um, e mais. Depois do filme, fui para casa. Antes de dormir, li mais um. E mais um, e mais um. E foi assim, passando de um conto para outro como quem muda de assunto numa conversa na fila do cinema, ou na cama antes de dormir, que li o excelente “Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é”. Em um dia.

A Tati é publicitária e foi redatora num monte de agência legal. Como eu sei que a maioria das pessoas que visitam esse blog ou escreve ou é publicitário ou estuda pra ser ou trabalha em agência – ou faz tudo isso ao mesmo tempo -, posso dizer que é impossível não se identificar com alguns casos que ela conta, independente de credo, sexo ou opção sexual. (ui)

São 136 páginas de pura identificação. Eu recomendo.

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Shrek Para Sempre

shrek43Alguns psicólogos estão ficando ricos porque ninguém dá valor à felicidade que tem. É que a rotina desgasta qualquer um, por mais mocinho que seja. E foi isso que aconteceu com nosso querido Shrek. Ele se cansou da rotina de bom-Ogro.

Por isso, aceitou participar de um contrato mágico com o maquiavélico Rumpelstiltskin, trocando um dia de sua vida por 24 horas numa realidade paralela. A partir daí, a trama flui repleta de diálogos e personagens engraçadíssimos, numa “Tão, Tão Distante” diferente do que a gente conhece.

Todo o visual do filme é lindo. As dublagens são maravilhosas. É impressionante como nossos dubladores são tão bons quanto os hollywoodianos “originais”. O filme tem cerca de uma hora e trinta minutos. A história é boa. A animação é Dreamworks. Mas sabe quando você sai do cinema sentindo falta de algo mais?

A Dreamworks entregou um ótimo produto. Shrek 3 é engraçado e muito bem feito. Mas dentro do esperado. Sem surpresa significativa. Sem superar expectativas.

É quase inevitável fazer uma comparação entre esse quarto Shrek e o terceiro Toy Story. E a principal diferença é que Shrek é mais hilário. Com mais piadas no estilo humor pastelão, rasgado, e até ininteligíveis para crianças. É um ótimo programa para você voltar do cinema com a barriga doendo de rir. Enquanto Toy Story é mais emocionante. Não que não seja engraçado. Também é. E é nesse ponto que fica o diferencial de Toy Story. Ele é mais que isso. Supera expectativas. Se num segundo te põe a chorar, no próximo, faz rir. E no próximo, faz sentir medo.  E no próximo, faz rir de novo. É um arco íris de emoção (?).

Shrek Para Sempre é um ótimo filme. Eu gostei. Ri muito. De verdade. E se você também quer ir ao cinema e voltar pra casa chorando de rir, esse é o filme. Shrek 4 é o humor pastelão da Animação. Mas não tenho como terminar esse texto sem mostrar o outro lado da moeda e dizer que, se você prefere se emocionar a morrer de rir, a melhor pedida é mesmo Toy Story 3. É de chorar – e rir.

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Vale a pena

Imagine-se num lugar distante. As ruas são de ouro. As calçadas, de prata. Não há guerras. Não há lutas. O pecado é só uma lembrança. Nada te aterroriza. Não há ladrões. Não há inimigos. Ninguém mais quer te derrubar. Você não precisa matar um leão por dia. Agora, você é perfeita. Não há luta interior. Não há mentira ou falsidade. E isso é eterno.

As melhores pessoas do mundo estão ao seu redor. Olhe à esquerda. Aquele não é Paulo, o apóstolo? Veja Martin Luther King. Todos juntos. Espere um pouco, isso parece uma festa. E C. S. Lewis está lá dentro. É possível vê-los. Mas estão diferentes. Seus corpos estão cheios de glória. A pele deles é tão lisa quanto de um bebê. Quanto aquele seu bebê. Que um dia você matou ainda no ventre. Aquele pelo qual você sempre lutou para se perdoar. Sempre se perguntou como ele seria. Sempre quis saber como ele agiria. Cristo a perdoou. Ele te redimiu. Você foi salva. Jesus te amou mais do que você se amou.

Ei, quem é essa criança se aproximando? Porque o rosto lhe é tão familiar? Não, não é possível! Por que ela está pegando na sua mão? Espere. Ela vai dizer alguma coisa…

– Mamãe, eu estava te esperando.

Você rompe em lágrimas. Meio que por instinto simplesmente deixa ela te conduzir. E ela te leva à festa. Seu tio que foi diácono naquela igrejinha a  vida inteira está ali. Sua avó, que você perdeu quando tinha apenas seis anos, também. E estão muito felizes. Você os cumprimenta soluçando. Você está em êxtase. Até que Ele entra na sala. Sua presença exala majestade e amor. O clima é de adoração, profunda e respeitosa. Você, em prantos, não consegue se segurar. Corre até os braços do Pai por saber quem lá está. É Ele. Jesus Cristo. O próprio Deus vivo. Que te separou. Que te salvou. Que te amou…

Espere.

Vale a pena viver sua própria vontade?

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Adultérios | Woody Allen

adulterios(1)Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não sou o fá número 1 do Woody Allen. Nem o milionésimo, na verdade. Devo ter visto uns cinco filmes dele. O que é uma #putafaltadesacanagem, admito. Mas você sabe como é. Eu boto a culpa na falta de tempo e, como todo mundo usa a falta de tempo para se desculpar por alguma coisa, você entende. Mas voltemos ao assunto, que resenha não é bagunça.

Sabe aquela banca de jornal que fica dentro do shopping  e vende livros? Foi lá que encontrei, entre um livro do Paulo Coelho e outro, “Adultérios” do Woody Allen. Cheio de pó, coitadinho. Assim que o vi pude sentir ele me pedindo: “Tire-me daqui, amigo. Salve-me dessa seção de auto-ajuda”.  E, como quem atende um pedido desesperado, paguei 16 reais pelo livro de 208 páginas do escritor, diretor e – de vez em quando -, astro de mais de vinte filmes de sucesso: Woody Allen.

O livro conta três histórias. Só com diálogos. Mais ou menos como peças teatrais. Elas tratam sobre adultérios, têm arte envolvida e, claro, são hilárias. É o primeiro livro de Allen que leio. E ele é mesmo um ótimo escritor. Cada palavra é tratada com cuidado. Os personagens são tão malucos quanto seu criador. E cada história tem, pelo menos, três reviravoltas. O que é genial.

Enquanto redator, o livro é uma aula sobre a arte de escrever diálogos. Enquanto leitor, o livro é tão bom que quase acordei meu pai de tanto rir alto na madrugada - meu horário de leitura.

As duas primeiras histórias também tratam um pouco sobre o “bloqueio criativo” tão comum aos escritores. Mas prefiro parar de falar disso por aqui, para deixar você com vontade. A verdade é que recomendo muito esse livro para fãs e não-fãs que queiram se divertir com Woody Allen, esse cineasta que antes de tudo é escritor. E doido.

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