10 links inspiradores | parte II

links2Os 10 links inspiradores de hoje serão colocados de uma forma diferente.

Uma vez eu disse no twitter que consigo interligar qualquer coisa com outra em poucas etapas. Resolvi provar isso para mim mesmo fazendo um texto com os dez links mais inspiradores que encontrei hoje. Espero que gostem.

‘O dinheiro tira o homem da miséria, mas não pode arrancar de dentro dele a favela’, a polêmica frase do Mano Braw se mostra verdade na sessão de fotos de fotógrafo Danny Wills, que mostra a última casa de Mike Tyson, pouco depois dele se mudar. O triste estado da residência lembra o ainda pior estado das crianças africanas. Os pais dos pequenos precisam investir mais na alimentação de seus filhos e, para enfatizar isso, uma ONG criou esse vídeo, com o seguinte conceito: se você comer produtos vindo do leite,  vai ficar fortinho e crescer. Músiquinha muito cantada por crianças enquanto brincavam com os jogos de Atari – disponíveis nesse site – e que fez muito sucesso sendo cantada por uma das principais concorrentes da rainha dos baixinhos, que nos últimos dias mostrou a ruina de seu império. Comprovado nesse comentário sobre as desventuras da Xuxa no mundo digital. Mundo esse que apesar de ter muita audiência continua procurando maneiras de se sustentar. O Youtube, por exemplo, a partir de hoje aposta em seu novo sistema de parcerias. Mesmo com diversos banners, ele ainda não tem lucro. Banners que tem sido decretados mortos constantemente, mas que, se usados com criatividade, podem chamar sim a atenção dos internautas, como é o caso desses feitos para anunciar o novo filme de Rob Zombie, Hallowen 2. Filme que já foi feito inúmeras vezes, por diversos diretores e que tem muito Screen Shots seus nesse site excelente, com Screen Shots de praticamente todos grandes filmes desde 1920. Boa referência para designers e simpatizantes, que com certeza também vão gostar desse blog repleto de imagens lindas, todas com 990 px. e dessa exposição virtual das fotos de Simon Hoegsberg, que passou 20 dias fotografando um trecho de 100 metros e viu algumas pessoas simpáticas, mas a grande maioria muito mau humorada. Talvez eles estejam precisando do que não está o casal desse comercial que tem como assinatura ‘vai que você precisa de um desconto de fraldas’, feito para anunciar uma promoção de fraldas na Noruega.

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10 links inspiradores

linksNão se cria nada do zero. Para inventar algo é importante ter uma profunda bagagem de cultura e informação. Caso contrário, corremos o risco de reinventar a roda, achando que ela vai mudar o destino da humanidade – sendo que ela já fez isso há alguns milhares de anos.

Centralizar e disseminar conteúdos que instigam a criatividade é, aliás, um dos motivos desse site. O problema é que, como há muita coisa legal sendo produzida, dificilmente temos tempo ou disposição para publicar essas novidades e acabamos deixando passar – ou postamos rapidamente em microblogs.

Entretanto, nasce hoje aqui no blog uma nova seção, que tem por objetivo divulgar boas entrevistas; artigos interessantes; vídeos de filmes publicitários criativos; campanhas legais; cases bem-sucedidos etc..

Trata-se de uma Lista com 10 links inspiradores.

Esse tipo de sessão é comum em blogs de humor, entretanto não conheço nenhum voltado à criação que utilize esse sistema. Mas vamos parar de falação e ir direto ao que interessa.

Veja 10 links legais e relevantes para criativos de todas as áreas:

Arte em carros sujos;

Excelente filme feito com peças de lego em stop motion, homenageando os games de oito bits;

Entrevista com Vitor Lourenço, o brasileiro de 21 anos que fez o design do twitter;

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Sobre o twitter, a evolução e a democratização da mídia

mundo digitalSe você está nessa página é praticamente impossível que desconheça o twitter. Entretanto, se não sabe o que é, vou explicar em pouco mais de 140 caracteres: O twitter é uma rede social em que você lê textos de 140 caracteres escritos por pessoas que considera legais e posta o que quiser para pessoas que te acham relevante lerem.

E blog é isso que você está lendo. Ponto.

Quando inventaram o rádio, falaram que o jornal impresso ia quebrar. Quando criaram a televisão, disseram que o rádio estava acabado. E assim foi, até que a última moda é falar que o twitter vai acabar com os blogs.

Contudo, a grande verdade é que o jornal não acabou, nem o rádio e muito menos os blogs, tudo por que: uma nova mídia não substitui a outra; ela encontra seu espaço.

O twitter é apenas a evolução do último estágio de inovação da mídia: os blogs.

Calma que eu te explico.

Todo mundo que têm blog sabe: o mais difícil não é escrever e postar; o mais complicado é saber sobre o quê escrever.

Por exemplo, sexta passada eu vi uma re-edição do filme O Iluminado, em que só mudando a trilha, a iluminação e colocando uma nova locução, o conhecido filme de terror se tornou uma simpática comédinha romântica.

Esse blog é voltado para comunicação e marketing, e eu poderia ter postado o filme, pois enfatizaria o poder de uma edição bem feita. E isso pode ser usado, também, em filmes publicitários.

Mas eu não postei. Quer dizer, postei, só que no twitter.

Entendeu?

Não faz sentido publicar algo com uma só linha aqui, se agora temos uma nova plataforma criada justamente para isso.

O novo (e óbvio) padrão de publicação para geradores de conteúdo para internet deverá ser o seguinte: Se der para escrever em 140 caracteres, vai para o twitter. Se não der, ou precisar de um comentário mais profundo, vem para o blog.

Como você pode imaginar, eu já adotei esse sistema e tenho publicado, no twitter, links para peças e artigos interessantes sobre comunicação e marketing que encontro por aí. Enquanto, aqui, posto textos um pouco mais aprofundados sobre esses temas e entrevistas com profissionais da área.

Isso porque, esse sistema colocará fim em postagens como essa. Não só aqui, mas em todos os blogs que somente colocam um filme, link etc. falam que é legal e revelam quem produziu.

Muito bem! Então, surge a pergunta que não quer calar, nunca: Mas como esse novo modelo de negócios vai se sustentar?

Eu, sinceramente, não tenho a resposta. E acredito que ninguém ainda a tenha. Mas nessa entrevista, um dos gênios do nosso século, Chris Anderson, sugere que talvez o caminho que a mídia está tomando simplesmente não se sustente. Logo, geração de conteúdo pode se tornar apenas um hobby.

Porém, eu não acho ruim se, por exemplo, a cada 30 postagens de perfis relevantes, um twitt seja patrocinado por alguma empresa. Acho, sim, que ainda é cedo para isso. Mas, talvez, o futuro mostre que patrocinar o twitter de pessoas relevantes seja diretamente proporcional a fazer um vídeo e veiculá-lo em horário nobre com a mesma pessoa dizendo como é bom usar determinado produto.

Tudo isso tem muito a ver com uma recente afirmação de Saramago: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De grau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”.

Embora respeite e admire muito o trabalho desse, que é outro gênio de nosso século, acredito piamente que não estamos simplesmente voltando ao grunhido. Antes, estamos evoluindo para uma era com menos redundância e mais objetividade.

Darwin costumava dizer que quem sobrevive não é o mais forte, mas o que se adapta mais rápido. Portanto, não adianta reclamar. Há espaço para escritores que queiram publicar livros. Há espaço para jornalistas que queiram continuar informando e dando seu ponto de vista. E, agora, também há espaço para pessoas comuns que queiram passar adiante algo que viram, ou publicar uma pequena história, que não tenha apenas 140 caracteres, mas, muita, criatividade.

Qualquer que seja a mídia, o importante não é o formato, mas a qualidade. Desde que seja feito com excelência, há espaço para todo mundo, em todas as mídias.

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Sobre redes sociais corporativas, blogs corporativos e reputação de marca

post20080320Pessoas gostam de conversar. Apresente duas pessoas com algo em comum, coloque-as em um lugar bacana e as deixe lá. Você vai ver uma infinidade de possibilidades que podem acontecer.

O que você fez? Cedeu o lugar. O que acham de você? Um cara legal. O que você ganha com isso? Outra infinidade de possibilidades.

O Cris Dias chama isso de whuffie, eu gosto de chamar de reputação. E se reputação já vale muito para uma pessoa, para uma empresa, a reputação de marca vale muito mais do que muito por cento em vendas, viu?! (sim, merece até ponto de exclamação)

Logo quando eu comecei a faculdade, lembro que a professora Juliana Chacon falou um pouco sobre o amor que um pré-adolescente sente por uma marca quando vai em um evento como a Coca Cola Vibezone e dá seu primeiro beijo num estande chamado ‘beijódromo’.

Realmente, isso vale ouro. Mas aí eu olho em volta e penso: Onde mais as pessoas podem interagir em um lugar bacana?

Isso mesmo, aqui, na internet!

Eu sei que já existem um milhão de redes sociais, sites lindos feitos em flash, blogs corporativos com bons conteúdos e afins, mas sou contra a máxima que diz: entre no já existente, ao invés de criar um novo. É claro que, no mínimo, qualquer marca decente deve estar nas redes sociais mais comuns para interagir com quem está lá, entretanto, eu sonho com o dia em que as empresas, ao invés de queimarem tanto dinheiro com meios de comunicação que não representam resultado nenhum, vão criar plataformas inteiras e disponibilizar gratuitamente para as pessoas interagirem por meio delas.

Aí você vem e me fala, mas pô Fernando, mais uma rede social? Já têm tantas! Para quê isso?

E eu te respondo com uma historinha:

Alberto acorda, reza o pai nosso, toma café com os pais, vai para a faculdade de ciências da computação, almoça em um restaurante vegetariano, vai para a imobiliária de sua família onde ajuda no financeiro, vai para a academia, passa em casa e posta algo em seu blog, vai à escola de inglês, de lá, vai para o ensaio do trio de jazz em que é baterista, na volta, passa na faculdade de sua namorada para buscá-la, fica um pouco com ela e vai novamente para casa, liga o computador, modera uns comentários, responde uns e-mails, sobe umas fotos e, finalmente, vai dormir. Claro, o dia inteiro ouvindo música e falando com seus amigos, seja pelo telefone, MSN, skype, twitter whatever.

Aberto é uma pessoa normal. Ou melhor, é um monte de pessoas normais. Ou seja, ele faz diversas coisas, se interessa por diversos assuntos, consome várias marcas e, o mais importante, é baseado em fatos reais.

Se ligou na oportunidade?

Ainda existem diversos nichos para serem explorados pelas empresas nas mídias sociais.

Já pensou como os Vegs iam gostar de entrar em uma rede social só para Vegetarianos? Ou, os músicos, em uma só com foco em músicos de Jazz amadores? Não ia ser legal um blog atualizado diariamente com exclusivas vídeo-aulas de bateria de três minutos por alguns dos melhores bateristas de jazz? Agora, o mais legal de tudo, e se tudo isso fosse patrocinado por marcas? Já pensou que ótimo, para ambos os lados?

Ainda é tudo muito novo, eu sei, mas existe tanta coisa do mundo off que pode vir para o on-line… Cabe às marcas abrirem os olhos para essas oportunidades que, além de aumentar sua reputação, no fim das contas acabam aumentando também àquela porcentagem nas vendas que os diretores tanto gostam. E, no fundo, é isso que importa.

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Sobre a Indústria Fonográfica e o Guitar Hero

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Quem não sabe, já ouviu falar, que a revolução tecnológica está levando a indústria fonográfica à falência.

O pensamento dos consumidores – leia-se eu e você – cansados de pagar trinta reais em um CD com doze músicas é: Se dá para baixar, para que comprar?

Procurando se reinventar, o mercado fez dos shows sua galinha dos ovos de ouro. Mas fazer shows de bairro nunca deixou nenhuma organizadora de caravanas rica. A indústria precisa de mega-shows com celebridades que lotam estádios, param países e, consequentemente, o trânsito desses lugares.

Porém, todo mundo que já foi em um show grande sabe que é um saco: Fora o trânsito, a muvuca e os assaltos, eu particularmente não gosto do alarde da mídia.

Além disso, por acaso alguém tem visto algum artista com a mesma força de Iron Maden, Elvis Presley, Beatles ou – fica a homenagem – Michael Jackson?

Será que alguém acha que Mcfly, Jonas Brother ou algum grupo dessa nova geração vai realmente fazer tanto sucesso como os citados anteriormente fizeram – e ainda fazem? Muito difícil.

Conclusão: não pode com eles, junte-se a eles.

Nesse meio tempo, apareceu um joguinho de guitarra em que, por meio de uma guitarrinha de brinquedo, qualquer um pode ‘tocar’ as músicas de bandas famosas.

Foi a primeira vez que a (old) indústria musical levantou as mãos para os céus e agradeceu pela revolução tecnológica ser tão rápida.

Esses ‘joguinhos de guitarra’, mais conhecidos como Rock Band, Guitar Hero e afins, têm se mostrado um poderoso meio de alavancar a popularidade das bandas de rock’n roll, que, além de ganhar uma boa grana para ver sua música tocando no console alheio, com a  popularidade em alta, fazem mais shows, dão mais entrevistas e, logo, vendem mais CDs – reza a Lenda que depois de lançadas nos games, as músicas têm em média um aumento de vendas de 1.000% no Itunes Store.

Esse mercado já movimenta três bilhões de dólares no mundo. Talvez não seja a solução definitiva para o problema da indústria fonográfica, mas que $3.000.000.000,00 ajuda, ah ajuda.

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