Sobre Veteranos, Baby Boomers, a Geração X, Y e (por que não?) Z
| Posted in Marketing | Posted on 16-06-2009
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Semana passada, eu li na HSM Management – uma das melhores revistas em circulação no Brasil, mas que custa a bagatela de R$45,00 – um dossiê sobre o conflito entre as quatro gerações presentes no atual mundo corporativo.
A revista entrevistou alguns especialistas da área e publicou ótimos artigos sobre os problemas dos quatro grupos de pessoas que atualmente trabalham juntos nos escritórios deste mundão de #meuldeus.
Só para dar nome aos bois, ou aos grupos, vamos definir quem é quem de forma aleatória, em homenagem ao excelente filme 21 gramas, que eu vi estes dias e recomendo efusivamente.
Baby Boomers – Os nascidos logo após a segunda guerra. Criadores da globalização, da política econômica mundial vigente, da Previdência Social etc.. Hoje, mais conhecidos como os culpados pela crise – embora isto não seja totalmente verdade.
Geração Y – É nós, mano. Quem nasceu da segunda parte da década de 80 para lá. Uma galera que adora feedback, sonha em conciliar lazer e trabalho e é muito, muito mesmo, ligada às novas mídias. Ponto fraco: iskreve mau bagarai.
Veteranos – Senhores que participaram da segunda guerra, não necessariamente ativamente, mas que estavam vivos naquela época; o Silvio Santos, só para citar um exemplo conhecido. São bons em tomar decisões sobre pressão, mas não estão acostumados com tanto contato físico. Ponto fraco: são velhos.
Geração X – Provavelmente seu chefe, se você trabalha em uma empresa cool. Provavelmente seu gerente, se sua empresa não é tão cool assim. Ponto fraco: São muito consumistas e pouco idealistas.
Quatro gerações, com criação e cultura tão diferentes, obviamente, possuem grandes problemas de relacionamento. E a HSM dissertou sobre isto lindamente, com depoimentos que me ensinaram bastante, além de considerações relevantes para todos nós, “corporativos”.
Porém, como bom representante da Geração Y, tenho que dizer algo: houve um problema neste dossiê.
E a nova geração, nascida do fim da década de 80 para cá, que trabalha brincando, criando jogos em flash, sites na internet e, muitas vezes, agindo com o simples intuito de aparecer (muitas outras até sem este intuito), como fica?
Fala-se muito em revolução tecnológica. Mas, para mim, revolução tecnológica mesmo é quando um menino de 12 anos, ao invés de brincar de pipa com seus amigos, mantém um blog onde fala sobre programação em C++, dentre outras coisas – como é o caso do Matheus, irmão de um capitalista amigo meu.
Revolução tecnológica é quando dois adolescentes, em vez de fazerem coisas de adolescentes – vocês sabem… – criam uma rede social bonita, funcional e com público alvo bem definido – como é o caso do Alisson e da Thais, CEOs da filmow.
A HSM estava enganada: Na verdade, não são apenas quatro as gerações conflituosas. São cinco, ou até mais – já que eu arredondei as datas de nascimentos das pessoas destes grupos.
Àqueles que se tornam líderes bem sucedidos são os que mantêm-se informados, no propósito de antever tendências e posicionar-se com firmeza no mercado, independente de qual ele seja.
Portanto, é bom estar ligado nas gerações que habitam o novo mundo dos negócios, afinal, se hoje é difícil nos mantermos no mercado de trabalho, imagine daqui a alguns anos, quando estes novos profissionais tiverem um pouco mais de experiência profissional e, principalmente, de vida.
Ficar atento às gerações que já estão consolidadas é essencial, mas observar a nova geração que nasce cheia de talento e imaginação é aquilo que diferencia um profissional bom, de um excepcional.
Geração Y, para o alto e avante! \o/


